Questão c4547c22-b5
Prova:UESPI 2010
Disciplina:Literatura
Assunto:Modernismo, Escolas Literárias

O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina foi publicado em 1952. Nesta obra, H. Dobal cita Albert Camus para lembrar que “Um processo cômodo de se conhecer uma cidade é procurar como se trabalha nela, como se ama, como se morre”. Seguindo este raciocínio, podemos afirmar como correto o seguinte.

A
H. Dobal nunca fala da Teresina do seu tempo; se atém quase que somente à cidade de antigamente, do princípio do século XX.
B
Seu O Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina tem um tom fortemente político e ideológico.
C
Seu livro ainda fala de uma Teresina tranquila e provinciana, que ainda não possuía sequer um jornal diário.
D

Em várias passagens do Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina, observa-se a intenção do autor de denegrir a imagem da cidade.

E
Apesar de falar de vários aspectos da cidade, H Dobal não trata nem das Igrejas de Teresina nem dos seus cabarés, bares e restaurantes.

Gabarito comentado

B
Bruno MartinsMonitor com apoio de IA

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o confronto entre o conteúdo efetivamente presente em Roteiro sentimental e pitoresco de Teresina e as alternativas que o negam ou o distorcem; o elemento central é o retrato da cidade como pacata, provinciana e de vida calma, com observação do cotidiano urbano, o que valida C e invalida as opções que fazem afirmações absolutas ou excludentes.

Tema central: Retrato de Teresina na obra
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a obra não se limita à cidade antiga nem exclui a Teresina do tempo do autor. O livro articula memória urbana e observação do cotidiano da cidade centenária em 1952. A expressão “nunca fala da Teresina do seu tempo” é incompatível com esse conteúdo.
B
Errada
Está errada porque o tom predominante da obra não é fortemente político e ideológico. A base aponta como eixo dominante a observação da cidade, a memória urbana, a sentimentalidade, o humor e o pitoresco. Críticas sociais pontuais não autorizam reclassificar o livro como obra de militância ideológica forte.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao núcleo factual e interpretativo da obra: H. Dobal registra uma Teresina centenária ainda tranquila, provinciana e de vida calma, em contexto de modernização modesta. Como apoio secundário, a base também menciona um quadro de imprensa ainda modesto, sem fixar esse ponto como único fundamento da correção. Assim, a alternativa preserva o retrato urbano central efetivamente construído no livro.
D
Errada
Está errada porque a obra não tem intenção de denegrir Teresina. O fundamento da base é oposto: trata-se de um roteiro de homenagem à cidade, com olhar crítico-afetivo. Ironias e observações sobre problemas urbanos não equivalem a propósito de desqualificar a imagem da cidade.
E
Errada
Está errada por contradição direta com os temas efetivamente abordados no livro. A base afirma expressamente que a obra trata de igrejas, bares, restaurantes e cabarés. Portanto, a negativa da alternativa é factual e frontalmente incompatível com o conteúdo da obra.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar termos absolutos como “nunca” e “não trata nem” como se fossem plausíveis e confundir a existência de crítica social ou ironia com tom fortemente político ou intenção de denegrir a cidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em questão sobre obra específica, confronte cada alternativa com o conteúdo efetivamente presente no texto, não com impressões gerais sobre o autor.
  • Desconfie de formulações absolutas como “nunca”, “somente” e “não trata nem” quando a base indica variedade temática e combinação de tempos históricos.
  • Separe tom predominante da obra de ocorrências pontuais: crítica social localizada não basta para definir eixo político-ideológico dominante.

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