No Texto 1, aborda-se o “Fim de tarde, boquinha da
noite / com as primeiras estrelas". Sabe-se que desde os
primórdios da civilização, estrelas foram utilizadas como
referenciais de orientação ou localização. Sobre os diferentes
referenciais astronômicos de localização e orientação,
marque o item correto dentre os apresentados a seguir:
TEXTO 1
O mundo do menino impossível
Fim de tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
o menino impossível,
aí do lado,
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
por Mãe-negra da Noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovós lhe deram:
o urso de Nurnberg,
o velho barbado jugoslavo,
as poupées de Paris aux
cheveux crêpés,
o carrinho português
feito de folha de flandres
a
caixa de música checoslovaca,
o polichinelo italiano
made in England,
o trem de ferro de U. S. A.
e o macaco brasileiro
de Buenos Aires,
moviendo la cola y la cabeza.
O menino impossível
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papá Noel,
brinca com sabugos de milho,
caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
“Faz de conta...”
“Faz de conta...”
[...]
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada,
com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
[...]
(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global,
2006. p. 27-30. Adaptado.)
TEXTO 1
O mundo do menino impossível
Fim de tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas e os derradeiros sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
o menino impossível,
aí do lado,
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
por Mãe-negra da Noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovós lhe deram:
o urso de Nurnberg,
o velho barbado jugoslavo,
as poupées de Paris aux
cheveux crêpés,
o carrinho português
feito de folha de flandres a
caixa de música checoslovaca,
o polichinelo italiano
made in England,
o trem de ferro de U. S. A.
e o macaco brasileiro
de Buenos Aires,
moviendo la cola y la cabeza.
O menino impossível
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papá Noel,
brinca com sabugos de milho,
caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
“Faz de conta...”
“Faz de conta...”
[...]
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada,
com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
[...]
(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global,
2006. p. 27-30. Adaptado.)
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: orientação e localização por referenciais celestes (Sol, Estrelas, Lua). É fundamental para questões de Geografia Física e Navegação compreender o movimento aparente desses astros e o uso prático para orientação.
Resumo teórico essencial: a Terra gira de oeste para leste, fazendo astros aparentarem nascer no leste e se pôr no oeste (movimento diurno). Isso vale para o Sol, a Lua e as estrelas; porém a posição exata de nascimento/poente (azimute) varia com a declinação do astro e com a estação/latitude. A estrela Polaris indica o norte no Hemisfério Norte; não é visível no Hemisfério Sul.
Justificativa da resposta D: a Lua, por seu movimento aparente devido à rotação terrestre, tende a nascer no leste e a se pôr no oeste, logo pode ser usada como referencial de orientação em termos gerais. Embora seu ponto exato de nascimento varie (como ocorre com o Sol), a afirmação funciona como regra prática de orientação: por isso a alternativa D é a correta.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. O Sol não nasce e se põe sempre no mesmo ponto (leste/oeste) em termos exatos; só nos equinócios o nascer e pôr são exatamente leste/oeste. Ao longo do ano os azimutes mudam por causa da inclinação da Terra (estações).
B — Incorreta. A orientação proposta está incoerente. Se o braço esquerdo aponta para o nascente (leste), a frente não será necessariamente o norte com oeste à direita — a relação depende da direção que se esteja enfrentando. Frases absolutas com gestos são armadilhas; é preciso definir a direção que a pessoa está olhando.
C — Incorreta. Polaris é referência de norte no Hemisfério Norte, mas não pode ser usada no Hemisfério Sul (não é visível lá) como “oposto do sul”. Ou seja, não serve como marcador direto do sul no Hemisfério Sul.
Dica prática para provas: desconfie de palavras absolutas como “sempre” e “exato”. Separe regras gerais (movimento leste–oeste) de casos precisos (azimutes variam com estação/declinação). Para aprofundar: consulte materiais de navegação celeste e calculadoras do NOAA / “Astronomical Algorithms” (Jean Meeus) para entendimento das variações.
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