Em estudos conduzidos, ao longo da costa sul do Alasca,
foi feita uma comparação entre áreas com e sem lontras- marinhas (um mamífero predador de ouriços-do-mar).
Nos locais com lontras-marinhas, havia muitas algas e
poucos ouriços-do-mar; já em locais sem lontras, havia
muitos ouriços-do-mar e poucas algas.
Considerando o papel ecológico desempenhado pelas
lontras-marinhas nessas áreas, podemos supor que ela é
uma espécie de que tipo?
Em estudos conduzidos, ao longo da costa sul do Alasca, foi feita uma comparação entre áreas com e sem lontras- marinhas (um mamífero predador de ouriços-do-mar). Nos locais com lontras-marinhas, havia muitas algas e poucos ouriços-do-mar; já em locais sem lontras, havia muitos ouriços-do-mar e poucas algas.
Considerando o papel ecológico desempenhado pelas lontras-marinhas nessas áreas, podemos supor que ela é uma espécie de que tipo?
Gabarito comentado
Resposta correta: D - Espécie-chave (keystone)
Tema central: controle ecológico por predadores e cascatas tróficas. A questão avalia o conceito de espécie-chave — espécies que, embora não necessariamente abundantes, têm efeito desproporcional sobre a estrutura da comunidade.
Resumo teórico: uma espécie-chave (Paine, 1966) regula populações de outras espécies de modo que sua remoção provoca mudanças drásticas na comunidade. Exemplo clássico: lontras‑marinhas predando ouriços-do-mar; sem as lontras, ouriços explodem, pastoreiam algas e degradam florestas de kelp — um claro exemplo de cascata trófica (Estes et al., 1998).
Justificativa da alternativa D: o enunciado descreve exatamente um efeito desproporcional: presença de lontras → poucos ouriços → muitas algas; ausência → muitos ouriços → poucas algas. Isso indica que a lontra controla a comunidade por predação, característica de uma espécie‑chave (keystone predator).
Análise das alternativas incorretas:
A - Dominante: espécie dominante é numericamente ou biomassa dominante e influencia o ambiente principalmente por quantidade. No caso, o papel decisivo da lontra não decorre de alta abundância, mas de forte impacto funcional — logo, não é o mesmo conceito.
B - Facilitadora: facilitadoras melhoram condições para outras espécies (ex.: plantas que sombreiam e reduzem estresse). A lontra atua por predação que reduz herbívoros, não por melhorar diretamente o habitat — portanto, não é facilitação primária.
C - Invasora: espécie invasora é não‑nativa que causa danos. A descrição não indica introdução ou caráter invasor; trata-se de papel ecológico natural, não invasão.
E - Precursora ou engenheira: engenheiros ecológicos (ex.: castores) modificam fisicamente o ambiente. Embora ambos (engenheiros e espécies‑chave) possam alterar comunidades, a lontra age via predação (trophic control), não por alterar fisicamente o habitat.
Dica de prova: procure nas alternativas palavras como “desproporcional”, “efeito sobre a comunidade”, “controle de herbívoros” ou “cascata trófica” — elas sinalizam espécie‑chave/keystone. Diferencie abundância (dominante) de impacto funcional (chave).
Referências rápidas: Paine RT (1966) sobre espécies-chave; Estes et al. (1998) sobre lontras e kelp; livros didáticos como Begon, Townsend & Harper — para revisão.
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