Leia os três excertos que tratam de diferentes métodos para o controle da lagarta da espécie Helicoverpa armigera, pragadas plantações de soja.
Texto 1
Produtores de soja das regiões da BA e MT começam os trabalhos de combate à praga. Um dos instrumentos para isso é a captura das mariposas. O trabalho é feito com uma armadilha. As mariposas são atraídas pela luz, entram na armadilha e ficam presas em uma rede.
(Lagarta helicoverpa atrapalha produção de soja no MT e na BA. http://g1.globo.com)
Texto 2
A INTACTA RR2 PRO, nova soja patenteada pela multinacional Monsanto, passa a ser comercializada na safra 2013/2014 no país. A inovação da nova semente é a resistência às principais lagartas que atacam o cultivo. Um gene inserido faz a soja produzir uma proteína, que funciona como inseticida, matando a lagarta quando tenta se alimentar da folha.
(www.abrasem.com.br. Adaptado.)
Texto 3
A lagarta que está causando mais de um bilhão de prejuízo nas lavouras no país pode ser controlada por minúsculas vespas do gênero Trichogramma, segundo pesquisador da Embrapa. (Pesquisador da Embrapa aposta no controle biológico contra lagarta helicoverpa
. www.epochtimes.com.br)
Sobre os três métodos apresentados de controle da praga, é correto afirmar que o método referido pelo texto
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: métodos de controle de pragas em agroecossistemas — distinção entre controle mecânico/físico, transgenia (cultivares Bt) e controle biológico (inimigos naturais). Relevância: tomada de decisão em manejo integrado de pragas (MIP) e compreensão de relações tróficas (produtor → consumidor primário → consumidor secundário).
Resumo teórico essencial: - Controle mecânico/físico: armadilhas luminosas que capturam adultos; ação direta e local. - Transgenia (soja Bt): planta produz proteína inseticida (toxina de Bacillus thuringiensis) que afeta herbívoros que se alimentam dela; reduz necessidade de inseticidas, mas pode selecionar resistência. (Fonte: Embrapa; FAO sobre plantas Bt). - Controle biológico: uso de inimigos naturais — ex.: Trichogramma são parasitoides de ovos de lepidópteros, atuando como consumidores secundários que reduzem populações de consumidores primários e protegem a planta produtora (Odum; Embrapa).
Por que a alternativa D é correta: o texto 3 descreve liberação de vespas Trichogramma — parasitoides que atuam em um nível trófico acima das lagartas (consumidor secundário). Ao controlar o consumidor primário (a lagarta), essas vespas ajudam a manter a população do produtor (soja), compatível com a lógica de relações tróficas. Portanto a descrição de D está coerente com ecologia de níveis tróficos.
Análise das alternativas incorretas: - A: incorreta — transgenia não é feita usando elementos radioativos para induzir mutações; trata-se de inserção de gene (engenharia genética) — por exemplo, gene da Bt. Afirmar risco humano direto por rádioatividade é falso. - B: incorreta — descreve uso intensivo de inseticidas (resistência por seleção), mas o texto 2 refere-se a planta transgênica, não à pulverização de inseticida. Ainda que pragas possam evoluir resistência a proteínas Bt, a justificativa dada está imprecisa. - C: incorreta — classifica texto 1 como controle biológico; na verdade é controle mecânico/físico (armadilha luminosa). Controle biológico envolve organismos vivos antagonistas (como Trichogramma). - E: incorreta — liberação de parasitoides não garante aumento populacional de “todos os organismos” nem promove polinização da soja (Trichogramma não são polinizadores). Afirmações exageradas e ecologicamente imprecisas.
Dica de interpretação: busque palavras-chave: “armadilha/luz” → físico; “gene insere/proteína inseticida” → transgênico/Bt; “vespas Trichogramma” → controle biológico/parasitoide. Relacione sempre aos níveis tróficos (produtor, consumidor primário, secundário).
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