Quando a prevenção falha, pode entrar em cena a biorremidiação, que tem limitações, como
Leia o texto a seguir.
A biorremediação pode ser eficaz no rio Doce?
Segundo a EPA, a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, a biorremediação designa tratamentos
que usam organismos naturalmente existentes no ambiente para degradar substâncias tóxicas em
substâncias não tóxicas ou menos tóxicas. Parece muito virtuoso e esperto; mas, se uma indústria libera
toneladas de rejeitos tóxicos no ambiente, poderá não fazer absolutamente nada e argumentar que está
fazendo um tratamento de biorremediação, isto é, permitindo que as bactérias naturalmente presentes no
ambiente degradem o rejeito em questão. O processo poderá levar séculos e não degradar mais que
uma fração do rejeito, ou, inclusive, transformar o rejeito em algo mais tóxico do que era originalmente,
dependendo do tipo e da forma química dos poluentes presentes no rejeito.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2016/333/a-biorremediacao-pode-ser-eficaz-no-riodoce/?searchterm=A%20biorremedia%C3%A7%C3%A3o%20pode%20ser%20eficaz%20no%20rio%20Doce?
Acesso: 02 de maio de 2016.
Leia o texto a seguir.
A biorremediação pode ser eficaz no rio Doce?
Segundo a EPA, a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, a biorremediação designa tratamentos que usam organismos naturalmente existentes no ambiente para degradar substâncias tóxicas em substâncias não tóxicas ou menos tóxicas. Parece muito virtuoso e esperto; mas, se uma indústria libera toneladas de rejeitos tóxicos no ambiente, poderá não fazer absolutamente nada e argumentar que está fazendo um tratamento de biorremediação, isto é, permitindo que as bactérias naturalmente presentes no ambiente degradem o rejeito em questão. O processo poderá levar séculos e não degradar mais que uma fração do rejeito, ou, inclusive, transformar o rejeito em algo mais tóxico do que era originalmente, dependendo do tipo e da forma química dos poluentes presentes no rejeito.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2016/333/a-biorremediacao-pode-ser-eficaz-no-riodoce/?searchterm=A%20biorremedia%C3%A7%C3%A3o%20pode%20ser%20eficaz%20no%20rio%20Doce?
Acesso: 02 de maio de 2016.
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: a questão aborda biorremediação, método que usa organismos (microrganismos ou comunidades microbianas) para degradar ou transformar poluentes. É importante em remediação de solos e águas, mas tem limitações funcionais e ecológicas.
Resumo teórico curto e progressivo:
- Definição: biorremediação = uso de organismos vivos para transformar contaminantes tóxicos em substâncias menos tóxicas ou inertes (EPA).
- Requisitos básicos: existência de organismos capazes de metabolizar o poluente (ou possibilidade de inoculação), condições ambientais compatíveis (oxigênio/anaerobiose adequada, temperatura, pH, nutrientes como N e P) e biodisponibilidade do contaminante.
- Limitações: processo pode ser lento, depender do tipo/química do poluente, transformar produtos em compostos intermediários mais tóxicos, ou falhar se o ambiente for inóspito à vida microbiana.
Por que a alternativa D está certa: ela afirma que a biorremediação só pode ser aplicada quando o material apresenta condições mínimas para abrigar alguma forma de vida. Isso é correto: sem microrganismos viáveis e um ambiente que suporte metabolismo (ou sem possibilidade de criar essas condições), não há quem degrade os poluentes. Mesmo com bioaumentação, é preciso que o meio permita sobrevivência e atividade microbiana.
Análise das alternativas incorretas:
A — Errada: afirma que pode ser empregada em ambientes sem microrganismos. Contradição direta: biorremediação exige organismos.
B — Errada por duas razões: fala em “bactérias eucariontes” (bactérias são procariontes) e impõe necessidade específica de aminoácidos dissolvidos, o que não é requisito geral; o que costuma ser necessário são nutrientes inorgânicos (N, P) e carbono quando faltantes.
C — Errada: refere-se a “fungos autótrofos” — fungos são heterótrofos. Embora seja verdade que às vezes se trate o meio (ajuste de pH, nutrientes, oxigenação), a descrição taxonômica está equivocada.
E — Errada: a redação é vaga. A “não especificidade dos contaminantes” não é a principal limitação apontada; muitas vezes problema é a biodisponibilidade e as condições ambientais, não simplesmente “especificidade”.
Fonte recomendada: EPA — informações básicas sobre biorremediação (U.S. Environmental Protection Agency).
Dica para provas: busque termos absolutos ou erros conceituais óbvios (ex.: “bactérias eucariontes”, “fungos autótrofos”) — eles costumam indicar alternativas falsas.
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