A CASA
Vinícius de Moraes
Era uma casa, muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia, entrar nela não!
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia, fazer pipi!
Porque penico, não tinha ali
Mas era feita, com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero.
Ao transpor a letra da música “A casa” e considerando que o termo “casa” relaciona-se ao contexto atual dos problemas na cidade, aos fatores ecológicos e ao saneamento básico, verifica-se que
Vinícius de Moraes
Era uma casa, muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia, entrar nela não!
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia, fazer pipi!
Porque penico, não tinha ali
Mas era feita, com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero.
Ao transpor a letra da música “A casa” e considerando que o termo “casa” relaciona-se ao contexto atual dos problemas na cidade, aos fatores ecológicos e ao saneamento básico, verifica-se que
Gabarito comentado
Resposta: Alternativa A
Tema central: interpretação metafórica ligando a imagem da “casa” à crise de saneamento e às questões ecológicas — ou seja, ler o poema como comentário sobre higiene íntima, saúde pública e preservação ambiental.
Resumo teórico objetivo: saneamento básico envolve abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana — elementos essenciais à saúde humana e à qualidade ambiental (Lei nº 11.445/2007; ODS 6 da Agenda 2030; orientações da OMS sobre qualidade da água). Do ponto de vista ecológico, a preservação do meio ambiente é condição para a saúde dos ecossistemas e das populações (Política Nacional do Meio Ambiente, Lei nº 6.938/1981).
Por que a alternativa A está correta: A alternativa A faz a leitura metafórica adequada: a “casa feita com muito esmero” representa tanto o corpo humano (que precisa de higiene íntima) quanto a Terra (que precisa de preservação ecológica e saneamento). Essa interpretação conecta poeticamente saúde individual e saúde ambiental, alinhada com conceitos de saúde pública e sustentabilidade. Ela respeita o caráter simbólico do enunciado e amplia a análise para problemas urbanos e ecológicos atuais.
Análise das alternativas incorretas:
B (errada): interpreta o poema como simples riso sobre incapacidade de construir infraestrutura. É uma leitura restrita e pejorativa que não relaciona adequadamente a metáfora com higiene, saúde pública e preservação ambiental exigidos pelo enunciado.
C (parcialmente enganosa): descreve um ambiente insalubre — verdade factual — mas é uma leitura literal e negativa do texto. A prova busca a leitura metafórica que conecta corpo/Terra e cuidados (como na A), não apenas afirmar insalubridade.
D (errada): propõe ideia extrema e equivocada de “manter o planeta livre de construções” como comportamento ecologicamente correto. Conservação não significa eliminar infraestrutura necessária ao bem-estar; políticas públicas visam integrar desenvolvimento e sustentabilidade (princípios das leis citadas e dos ODS).
Dica de prova: procure pela função da metáfora no enunciado; identifique a escala (individual vs. planetária) mencionada; descarte alternativas literais ou extremas. Quando o texto relaciona saúde, higiene e ambiente, prefira leituras que conectem essas dimensões de forma integrada.
Fontes sugeridas: Lei nº 11.445/2007 (saneamento básico); Agenda 2030 — ODS 6; WHO Guidelines for Drinking-water Quality; Lei nº 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente).
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