Questão 7928e677-b4
Prova:UPE 2017
Disciplina:Geografia
Assunto:Urbanização, Urbanização brasileira

Madame Satã nasceu no interior de Pernambuco, em 25 de fevereiro de 1900. Ainda muito novo, abandonou o interior e mudou-se para o Recife, vivendo de pequenos serviços. Sem perspectiva, decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro e logo encontrou seu lugar na noite carioca. E foi durante o carnaval de 1936 que José Francisco dos Santos transformou-se em “Madame Satã”. Pobre, negro, analfabeto e homossexual, chegou a ficar 27 anos preso, acusado de matar um policial na esquina das ruas Lavradio e Mem de Sá.

Fonte: http://www.back2blackfestival.com.br/site2015/2015/02/24/madame-sata-e-parte-fundamental-da-historia-do-rio-de-janeiro/Adaptado.


Esse personagem é considerado um dos principais representantes da

A
liberdade de imprensa.
B
ideologia conservadora.
C
cultura marginal urbana do século XX.
D
sociedade pequeno burguesa.
E
contracultura e do movimento anarquista.

Gabarito comentado

A
Arthur DominatoMonitor com apoio de IA

Gabarito: C

Fundamento decisivo: A caracterização de Madame Satã como figura da noite carioca, ligada ao carnaval e socialmente marginalizada, é a evidência mínima que permite enquadrá-lo na cultura marginal urbana do século XX e confirmar o gabarito C.

Tema central: cultura marginal urbana
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O texto não menciona jornalismo, censura, circulação de ideias ou defesa institucional da imprensa. Falta vínculo temático concreto com liberdade de imprensa.
B
Errada
Incorreta. A trajetória descrita é de marginalização social e enfrentamento da ordem dominante, o que é incompatível com adesão à ideologia conservadora.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque o personagem foi apresentado por traços típicos da cultura marginal urbana: inserção na vida noturna de uma grande cidade, vínculo com o carnaval e condição de sujeito estigmatizado e colocado à margem da ordem social dominante. Esse conjunto corresponde ao campo da marginalidade urbana no século XX, e não a pertencimento institucional, ideológico ou de classe média urbana.
D
Errada
Incorreta. O enunciado descreve pobreza, exclusão e vida marginal, o que contradiz a inserção social típica da pequena burguesia.
E
Errada
Incorreta. A transgressão social do personagem não autoriza concluir militância anarquista nem enquadramento preciso em contracultura como movimento. Essa leitura seria extrapolação ideológico-política não sustentada pelo texto.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar marginalidade urbana e transgressão de normas como se isso, por si só, provasse contracultura ou anarquismo. A questão se resolvia pelos traços sociais e urbanos do personagem, não por associação com movimento político organizado.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão descreve personagem da boemia, da noite e de grupos estigmatizados nas grandes cidades, teste primeiro a categoria de cultura marginal urbana.
  • Elimine alternativas institucionais ou ideológicas quando o enunciado não trouxer atuação, filiação ou pauta correspondente.
  • Não transforme transgressão social em prova de pertencimento a movimento político específico sem apoio expresso no texto.

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