Questão 77e1197a-af
Prova:UFU-MG 2010
Disciplina:Literatura
Assunto:Modernismo, Escolas Literárias
A ESTRELA
Vi uma estrela tão alta,Vi uma estrela tão fria!Vi uma estrela luzindoNa minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!Era uma estrela tão fria!Era uma estrela sozinhaLuzindo no fim do dia.
Por que da sua distânciaPara a minha companhiaNão baixava aquela estrela?Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra fundaResponder que assim faziaPara dar uma esperançaMais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, M. Melhores poemas de Manuel Bandeira. 16. ed. São Paulo: Global, 2004. p.120.
Todas as características abaixo, próprias do gênero lírico, encontram-se no poema de Manuel Bandeira transcrito
acima, EXCETO:
A ESTRELA
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
BANDEIRA, M. Melhores poemas de Manuel Bandeira. 16. ed. São Paulo: Global, 2004. p.120.
Todas as características abaixo, próprias do gênero lírico, encontram-se no poema de Manuel Bandeira transcrito
acima, EXCETO:
A
valorização do ritmo pelo recurso à redondilha maior.
B
ênfase no significado denotativo das palavras.
C
presença de uma voz lírica altamente subjetiva.
D
utilização de paralelismo, especialmente da anáfora.
Gabarito comentado
V
Vinícius RochaMonitor com apoio de IA
Gabarito: B
Fundamento decisivo: O comando pede a alternativa que não corresponde a característica presente no poema. Pelo texto, observam-se subjetividade lírica, paralelismo com anáforas e ritmo em versos curtos, enquanto a imagem da estrela é construída de modo simbólico, em trechos como “Na minha vida vazia” e “Para dar uma esperança / Mais triste ao fim do meu dia”, o que exclui a ênfase denotativa e confirma o gabarito B.
Tema central: características do gênero lírico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como resposta porque descreve traço presente no poema. A composição usa versos curtos e cadenciados, com regularidade rítmica compatível com a redondilha maior, o que sustenta a valorização do ritmo.
B
Certa
A alternativa B é a exceção porque o poema não enfatiza o sentido denotativo das palavras. A “estrela” não funciona apenas como astro nomeado literalmente; ela é construída como imagem ligada à solidão, à distância, à esperança e à tristeza. Essa carga simbólica e afetiva, visível em “Na minha vida vazia”, “Por que da sua distância / Para a minha companhia / Não baixava aquela estrela?” e “Para dar uma esperança / Mais triste ao fim do meu dia”, caracteriza uso conotativo, incompatível com predominância denotativa.
C
Errada
Está errada como resposta porque a voz lírica subjetiva é explícita no texto. As marcas “minha vida”, “minha companhia” e “meu dia” mostram interiorização afetiva da experiência e presença do eu lírico, exatamente uma característica central do gênero lírico.
D
Errada
Está errada como resposta porque o poema efetivamente utiliza paralelismo e anáfora. As repetições “Vi uma estrela...”, “Era uma estrela...” e “Por que...” retomam estruturas sintáticas e palavras em posição inicial, produzindo reforço expressivo e musicalidade.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre palavra concreta e uso denotativo: como o poema nomeia uma “estrela”, o candidato pode supor literalidade, mas o texto a emprega como imagem simbólica. Soma-se a isso o risco de esquecer que o comando pede a exceção.
Dica para questões semelhantes
- Em questões com “EXCETO”, confirme uma a uma as alternativas no texto antes de marcar.
- Em poema lírico, verifique se a imagem central atua literalmente ou como símbolo; isso costuma decidir entre denotação e conotação.
- Procure marcas objetivas de subjetividade, como possessivos e referências ao eu, e não apenas primeira pessoa verbal.
- Identifique repetições no início de versos e estruturas sintáticas recorrentes; isso comprova anáfora e paralelismo.






