Texto III
A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma
criado por ele no silêncio do seu gabinete. Nem a física,
nem a moral, nem a intelectual, nem a política que julgava
existir, havia. A que existia de fato, era a do Tenente Antonino, a do doutor Campos, a do homem do Itamarati.
Disponível em: https:// docente.ifn.edu.br/franciscoarruda/
disciplinas/admam3am/triste-fim-de-policarpo-quaresma/view.Acesso 15/11/2020.
No trecho da obra "Triste Fim de Policarpo Quaresma”,
a reflexão acerca da noção de pátria propõe uma:
Gabarito comentado
Tema central: O trecho extraído do romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, discute a desilusão em relação à ideia idealizada de pátria. O personagem percebe que a nação sonhada não existe, mas sim uma realidade distante do seu ideal.
Conceitos essenciais: No Pré-Modernismo, movimento ao qual pertence Lima Barreto, há uma crítica clara ao nacionalismo romântico, típico do Romantismo, e uma ênfase em apontar as contradições sociais e políticas do Brasil real. Lima Barreto utiliza a trajetória de Quaresma para mostrar o choque entre o Brasil idealizado e o Brasil vivido.
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C) desconstrução de sua idealização é a correta porque a obra evidencia que a nação sonhada por Quaresma era um mito, algo construído em sua mente, e não corresponde à realidade. Lima Barreto desconstrói a noção de pátria como algo perfeito, mostrando que o nacionalismo exacerbado e utópico do protagonista apenas resulta em frustração.
Este raciocínio se baseia na capacidade de ler as palavras-chave do trecho (“mito”, “fantasma”, “criado por ele”, “a que existia de fato”), entendendo que há oposição entre o ideal e a realidade. Assim, a estratégia correta é buscar, entre as alternativas, aquela que aponta para a crítica à idealização da pátria.
Análise das alternativas incorretas:
A) Semelhança ao projeto do Romantismo — Incorreta, pois o Romantismo exalta a pátria idealizada, enquanto o pré-modernismo de Lima Barreto critica e desconstrói essa visão.
B) Valorização do militarismo — Errada; a obra não valoriza o militarismo, mas o retrata de modo crítico.
D) Exaltação de suas figuras históricas — Incorreta, pois a narrativa não celebra heróis nacionais, mas expõe fragilidades e contradições.
Estrategicamente: Atente-se em provas para:
- Generalizações indevidas (exaltar sempre ou nunca);
- Troca de termos entre escolas literárias (Romantismo x Pré-Modernismo);
- Diferença entre idealização (valorização) e desconstrução (crítica), frequentemente cobradas de modo sutil em enunciados.
Ao revisar obras do Pré-Modernismo, como orientam Literatura Brasileira de Massaud Moisés e Manual do Candidato da Carlos Chiarelli, busque sempre essas oposições entre projetos idealizados de nação e o retrato crítico da realidade.
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