A barreira natural formada pela camada de ozônio contra os raios ultravioleta é
fundamental para a manutenção da vida na Terra. O excesso desse tipo de radiação é nocivo,
pois está relacionado à indução de:
Gabarito comentado
Alternativa correta: A
Tema central: exposição a radiação ultravioleta (UV) e seus efeitos sobre o material genético. Para resolver, é preciso entender como a radiação UV danifica o DNA e como esses danos aumentam o risco de câncer de pele.
Resumo teórico: A radiação UV (especialmente UV-B) provoca lesões diretas no DNA, como a formação de dímeros de timina (cyclobutane pyrimidine dimers) e produtos 6-4. Essas lesões, se não reparadas corretamente, geram alterações permanentes na sequência do DNA — ou seja, mutações. Mutações em genes que controlam o ciclo celular e reparo do DNA (p.ex. p53) podem levar à transformação maligna das células e ao desenvolvimento de cânceres cutâneos. Fontes: WHO (fact sheet sobre radiação UV) e textos de biologia molecular (p.ex. Alberts).
Por que a alternativa A é correta: ela descreve precisamente o efeito esperado — mutações no material genético — e relaciona isso ao câncer de pele, que é a consequência clínica mais associada ao excesso de radiação UV. O mecanismo (formação de dímeros e reparo defeituoso → mutação → câncer) é bem estabelecido.
Análise das alternativas incorretas:
B (translocações): translocações são quebras e trocas entre cromossomos, mais comumente associadas a radiações ionizantes ou erros na reparação de quebras de dupla fita e a certos eventos meióticos; não são a alteração típica induzida por UV em células da pele.
C (recombinação gênica): recombinação é um processo normal de rearranjo de DNA (p.ex. durante a meiose) e não é a descrição adequada do dano clívico causado por UV que leva ao câncer; UV causa mutações pontuais e lesões específicas, não “recombinação” generalizada.
D (síntese proteica excessiva): não faz sentido no contexto: radiação UV não provoca “produção excessiva de proteínas pelo DNA recombinante”. Esta alternativa mistura conceitos incompatíveis (DNA recombinante e síntese proteica) e é incorreta.
E (deleções e câncer de mama): embora deleções possam ocorrer em alguns danos ao DNA, UV tende a causar dímeros e mutações pontuais; além disso, a associação direta entre exposição UV e câncer de mama não existe como vínculo causal primário — alternativa imprecisa e enganosa.
Dica de prova: ao ver “radiação UV” procure palavras-chave como mutação, “dímeros de timina”, “câncer de pele”. Desconfie de alternativas que misturam termos técnicos fora de contexto.
Referências rápidas: WHO – Ultraviolet (UV) radiation fact sheet; capítulos sobre dano ao DNA em textos de biologia molecular (Alberts et al.).
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