A política de combate às secas no Nordeste remonta a época de D. Pedro II. Com o desenvolvimento industrial brasileiro, o Nordeste se configurou como uma região problema, periférica e deprimida, com vários problemas econômicos e sociais que são históricos, além da herança de sua estrutura produtiva arcaica que atravanca o seu desenvolvimento. Assinale com V ou com F as proposições, conforme sejam respectivamente verdadeiras ou falsas em relação às políticas implantadas no Nordeste com o objetivo de amenizar tais problemas.
( ) A construção de estradas pelo DNOCS teve uma importante contribuição na agilização do socorro às vítimas das secas, no entanto, a construção de açudes em propriedades particulares é ainda hoje motivo de críticas por ter proporcionado o favorecimento das elites regionais que se utilizam da água para conseguir favorecimentos políticos.
( ) O surto industrial induzido pela SUDENE promoveu a modernização e o crescimento econômico de alguns setores da economia nordestina, mas não foi capaz de reduzir os desequilíbrios regionais a que se propunha.
( ) O socorro às populações atingidas pelas secas através das frentes de trabalho, bem como outras medidas emergenciais empregadas pelo governo federal no “combate à seca” foram instrumentos utilizados pelas elites e políticos nordestinos para manter o “voto de cabresto” e outros privilégios, o que passou a ser conhecido como a “indústria da seca”.
( ) A redemocratização da sociedade brasileira permitiu que setores da sociedade civil se organizassem e que trouxessem para o debate o questionamento sobre a ideia do “combate à seca”, os quais afirmam que a seca não se combate, mas sim, que é uma realidade na qual é necessário criar mecanismos de convivência. Neste sentido, várias ONGS têm atuado para a implantação de políticas públicas que garantam a segurança hídrica e alimentar e a convivência sustentável no semi-árido nordestino.
A sequência correta das assertivas é:
( ) A construção de estradas pelo DNOCS teve uma importante contribuição na agilização do socorro às vítimas das secas, no entanto, a construção de açudes em propriedades particulares é ainda hoje motivo de críticas por ter proporcionado o favorecimento das elites regionais que se utilizam da água para conseguir favorecimentos políticos.
( ) O surto industrial induzido pela SUDENE promoveu a modernização e o crescimento econômico de alguns setores da economia nordestina, mas não foi capaz de reduzir os desequilíbrios regionais a que se propunha.
( ) O socorro às populações atingidas pelas secas através das frentes de trabalho, bem como outras medidas emergenciais empregadas pelo governo federal no “combate à seca” foram instrumentos utilizados pelas elites e políticos nordestinos para manter o “voto de cabresto” e outros privilégios, o que passou a ser conhecido como a “indústria da seca”.
( ) A redemocratização da sociedade brasileira permitiu que setores da sociedade civil se organizassem e que trouxessem para o debate o questionamento sobre a ideia do “combate à seca”, os quais afirmam que a seca não se combate, mas sim, que é uma realidade na qual é necessário criar mecanismos de convivência. Neste sentido, várias ONGS têm atuado para a implantação de políticas públicas que garantam a segurança hídrica e alimentar e a convivência sustentável no semi-árido nordestino.
A sequência correta das assertivas é:
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa A — V V V V
Tema central (síntese): trata-se das políticas públicas voltadas ao Nordeste — obras do DNOCS, a ação da SUDENE, os programas emergenciais de socorro e a mudança de enfoque após a redemocratização. É necessário compreender a interação entre infraestrutura, desenvolvimento industrial, clientelismo e as novas propostas de "convivência com a seca".
Resumo teórico: - DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) atuou em obras hídricas e estradas para socorro imediato e infraestrutura. - SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) buscou induzir industrialização regional; houve ganhos setoriais, mas persistentemente desigualdade regional. - "Indústria da seca" designa o uso político do socorro emergencial para manutenção de clientelismo. - Após a redemocratização surgiram movimentos sociais e ONGs (ex.: Articulação no Semiárido — ASA) que promovem políticas de convivência e segurança hídrica.
Justificativa das assertivas (todas verdadeiras):
1ª — Verdadeira: As estradas do DNOCS melhoraram o socorro e a logística. A construção de açudes privados ampliou acesso à água, mas foi criticada por reforçar desigualdades locais e usos clientelistas por elites.
2ª — Verdadeira: A SUDENE incentivou pólos industriais e modernização em alguns setores, porém não eliminou os desequilíbrios estruturais do Nordeste — resultado parcial, não convergência plena.
3ª — Verdadeira: Frentes de trabalho e socorro foram apropriadas politicamente, alimentando voto de cabresto; a literatura e a crítica social cunharam o termo "indústria da seca" para esse fenômeno.
4ª — Verdadeira: Com a redemocratização, organizações civis e ONGs passaram a defender políticas de convivência com o semiárido (ex.: técnicas de convivência, cisternas, programas de segurança hídrica), alterando o debate técnico e político.
Fontes e leitura recomendada: sites institucionais DNOCS e SUDENE; Articulação no Semiárido (ASA) — para políticas de convivência; literatura sobre "indústria da seca" em geografia e ciências sociais brasileiras.
Dica de interpretação: busque identificar instituições citadas (DNOCS, SUDENE), o aspecto (técnico vs. político) e palavras-chave como "favorecimento", "desequilíbrios" e "convivência" — elas indicam qual abordagem histórica/política a assertiva trata.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!






