As proposições abaixo tratam da dinâmica espacial da indústria brasileira. Analise-as e escreva F ou V conforme sejam Falsas ou Verdadeiras.
( ) Inicialmente o crescimento industrial e os investimentos em infraestrutura concentraram-se no Sudeste do país. Esse fenômeno reforçou
a tendência de concentração espacial da indústria e acentuou as desigualdades regionais.
( ) Até a década de 1960 o Sul e o Nordeste eram regiões industriais periféricas e no Norte e no Centro-Oeste havia apenas núcleos locais
isolados, os chamados enclaves industriais.
( ) A partir da década de 1940, a fim de impulsionar o crescimento econômico regional, o governo federal iniciou a implantação de medidas
para descentralizar os investimentos públicos e privados, entre os quais, com destaque, os investimentos fiscais.
( ) A partir de 1990, intensificou-se o processo de desconcentração industrial. Muitas indústrias deixaram áreas tradicionais e instalaram
unidades fabris em novos espaços geográficos, na busca de vantagens econômicas, incentivos fiscais, menores custos de produção,
mão-de-obra barata, mercado consumidor significativo e atuação sindical pouco expressiva.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
Gabarito comentado
Gabarito: Alternativa D — V V F V
Tema central: dinâmica espacial da industrialização brasileira — como e por que a indústria se concentrou inicialmente no Sudeste, onde e quando surgiram polos periféricos e quais políticas e mudanças econômicas influenciaram a desconcentração a partir de 1990. Conhecimentos úteis: industrialização por substituição de importações (ISI), políticas regionais (ex.: SUDENE) e reformas econômicas dos anos 1990.
Resumo teórico: A industrialização brasileira foi inicialmente concentrada no Sudeste por oferta de mercado, infraestruturas e capitais. Políticas públicas posteriores buscaram reduzir desigualdades (ações específicas surgem mais forte a partir dos anos 1950–60). A partir da década de 1990 houve maior mobilidade das empresas, buscando custos mais baixos, incentivos fiscais regionais e mercados locais — processo de desconcentração/regionalização industrial.
Justificativa das afirmações:
1) Verdadeira (V) — O crescimento iniciou-se no Sudeste (São Paulo, Rio), reforçando concentração espacial e desigualdades regionais. Isso é clássico na literatura sobre geografia econômica e história econômica brasileira (ex.: Celso Furtado; IBGE).
2) Verdadeira (V) — Até cerca de 1960, o Sul e o Nordeste tinham indústria menos desenvolvida (regiões periféricas) e Norte/Centro‑Oeste apresentavam apenas enclaves industriais isolados (pouca integração regional), situação descrita em estudos históricos e mapas industriais do IBGE.
3) Falsa (F) — A afirmação diz que, já a partir da década de 1940, o governo iniciou medidas de descentralização destacando “investimentos fiscais”. Na prática, políticas regionais mais estruturadas (ex.: criação da SUDENE) e incentivos fiscais federais mais expressivos surgem nas décadas seguintes (anos 1950–70). Assim, datar esse movimento a partir de 1940 e atribuir destaque aos incentivos fiscais torna a proposição incorreta.
4) Verdadeira (V) — Desde 1990 intensificou-se a desconcentração: empresas mudaram unidades em busca de vantagens (menores custos, incentivos fiscais estaduais/municipais, mão de obra mais barata, mercado local e atuação sindical menos intensa). Esse padrão é bem documentado nas análises pós‑abertura econômica e reformas dos anos 1990.
Por que as outras alternativas estão erradas:
As opções A, B, C e E apresentam sequências diferentes de V/F que não coincidem com a sequência correta (V V F V). Logo, são incorretas.
Fontes e leitura recomendada: IBGE (estudos sobre industrialização), Celso Furtado — Formação Econômica do Brasil; estudos sobre políticas regionais (SUDENE) e análises sobre a reestruturação produtiva dos anos 1990.
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