um dos maiores entraves à expansão das
hidrelétricas, entre as décadas de 1970/1990,
estava relacionado à política energética do
regime militar, que privilegiou a construção de
termelétricas.
A era industrial é caracterizada pelo crescimento
populacional e pelo grande consumo de produtos
industrializados e agrícolas, o que resulta no
aumento da demanda de energia. Sobre esse
processo, no Brasil, é correto afirmar que
Gabarito comentado
Alternativa correta: E — Errado
Tema central: relações entre industrialização e matriz energética no Brasil (décadas de 1970–1990). A pergunta exige conhecer a política energética do regime militar e quais fontes foram efetivamente priorizadas para atender à crescente demanda.
Resumo teórico: a industrialização e o crescimento urbano elevam a demanda por energia. No Brasil, entre os anos 1970 e 1990 houve forte investimento em empreendimentos de grande porte — sobretudo hidrelétricos — articulado por órgãos como Eletrobrás e financiado por bancos públicos. Exemplos marcantes: usinas como Itaipu (construção 1975–1984) e grandes projetos na Amazônia (Tucuruí), que mostram a prioridade dada à energia hidrelétrica. Termelétricas existiam e foram usadas para suprir picos e regiões isoladas, mas não eram a política central do regime para expansão de oferta.
Fontes e referências úteis: relatórios técnicos e históricos do MME/EPE (Balanço Energético Nacional), páginas institucionais da Eletrobrás e estudos de especialistas em energia (por exemplo, trabalhos de José Goldemberg sobre política energética brasileira).
Justificativa do gabarito (por que a afirmativa é ERRADA): a afirmação de que “um dos maiores entraves à expansão das hidrelétricas … estava relacionado à política do regime militar que privilegiou a construção de termelétricas” contradiz o padrão histórico. O regime militar implementou políticas e financiamentos que favoreceram grandes hidrelétricas como peça-chave da expansão elétrica. As termelétricas foram utilizadas, mas como complemento operacional — para atendimento emergencial, picos de carga ou locais sem conexão ao SIN — e não como prioridade de política energética nacional. Logo, atribuir às políticas militares o favorecimento às termelétricas como entrave às hidrelétricas está incorreto.
Dica de interpretação para provas: ao ler enunciados históricos, identifique o período e os projetos-símbolo (ex.: Itaipu, Tucuruí). Pergunte-se: que tipo de investimento predomina na época? Evite cair na armadilha de confundir uso pontual (termelétricas em emergências) com política estrutural (prioridade por hidrelétricas financiadas publicamente).
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