Questõesde PUC-GO sobre Transformações Químicas e Energia

1
1
1
Foram encontradas 5 questões
7af662f9-b0
PUC-GO 2010 - Química - Teoria Atômica: átomos e sua estrutura - número atômico, número de massa, isótopos, massa atômica, Substâncias e suas propriedades, Transformações Químicas e Energia, Transformações Químicas, Eletroquímica: Oxirredução, Potenciais Padrão de Redução, Pilha, Eletrólise e Leis de Faraday., Estudo da matéria: substâncias, misturas, processos de separação.

Analise as proposições seguintes e assinale a única alternativa correta:

A
“Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta.”
Assim como a faca é um metal sujeito à corrosão, os pregos (Ferro) mostrados na figura abaixo poderiam sofrer esse processo. Para proteger esses pregos da corrosão, um dos metais de sacrifício que poderia ser usado é o Magnésio (considere a tabela de potencial padrão de redução).


B
Na reação Fe(s) + 2H+(aq) → Fe2+(aq) + H2(g), o ferro é agente oxidante.
C
A areia e a água do rio formam sistema heterogêneo; já uma emulsão pode ser definida como um sistema homogêneo que consta pelo menos de um líquido imiscível, intimamente disperso em outro, em forma de gotas, cujo diâmetro, em geral, excede 0,1μm.
D
A espingarda é acompanhada por projétil balístico, sólido pesado que se move no espaço, abandonado a si mesmo depois de haver recebido impulso. A bala tem quatro partes essenciais: o invólucro, a espoleta, o propelente (normalmente pólvora) e o projétil. A pólvora é geralmente a mistura de nitrato de potássio, carvão e enxofre. O enxofre é um dos elementos mais abundantes no universo e pode ser encontrado como sulfetos, sulfatos e mesmo como enxofre. Sua configuração eletrônica pode ser representada como [Ne] 3s2 3p3 .
c20cd457-9a
PUC-GO 2015 - Química - Teoria Atômica: átomos e sua estrutura - número atômico, número de massa, isótopos, massa atômica, Substâncias e suas propriedades, Transformações Químicas e Energia, Transformações Químicas, Transformações: Estados Físicos e Fenômenos, Interações Atômicas: Geometria Molecular, Polaridade da ligação e da Molécula, Forças Intermoleculares e Número de Oxidação., Eletroquímica: Oxirredução, Potenciais Padrão de Redução, Pilha, Eletrólise e Leis de Faraday., Soluções e Substâncias Inorgânicas, Substâncias Inorgânicas e suas características: Ácidos, Bases, Sais e Óxidos. Reações de Neutralização.

      No Texto 7, o personagem narrador afirma: “Escapei com vida de uma explosão que teria liquidado qualquer um [...]". Explosões podem ser altamente danosas.

      A pólvora, usada como explosivo desde tempos remotos, é uma mistura de nitrato de potássio, enxofre e carvão. Com a explosão, ocorre formação de sulfato de potássio, dióxido de carbono e nitrogênio molecular.

      Sobre essa explicação acerca da explosão, assinale a única afirmação correta:

TEXTO 7

                                   Memórias de um pesquisador

      Não era bem vida, era uma modorra – mas de qualquer modo suportável e até agradável. Terminou bruscamente, porém, eu estando com vinte e oito anos e um pequeno bujão de gás explodindo mesmo à minha frente, no laboratório de eletrônica em que trabalhava, como auxiliar. Me levaram às pressas para o hospital, os médicos duvidando que eu escapasse. Escapei, mas não sem danos. Perdi todos os dedos da mão esquerda e três (sobraram o polegar e o mínimo) da direita. Além disso fiquei com o rosto seriamente queimado. Eu já não era bonito antes, mas o resultado final – mesmo depois das operações plásticas – não era agradável de se olhar. Deus, não era nada agradável.

      No entanto, nos primeiros meses após o acidente eu não via motivos para estar triste. Aposentei-me com um bom salário. Minha velha tia, com quem eu morava, desvelava-se em cuidados. Preparava os pastéis de que eu mais gostava, cortava-os em pedacinhos que introduzia em minha boca – derramando sentidas lágrimas cuja razão, francamente, eu não percebia. Deves chorar por meu pai – eu dizia – que está morto, por minha mãe que está morta, por meu irmão mais velho que está morto; mas choras por mim. Por quê? Escapei com vida de uma explosão que teria liquidado qualquer um; não preciso mais trabalhar; cuidas de mim com desvelo; de que devo me queixar?

      Cedo descobri. Ao visitar certa modista.

      Esta senhora, uma viúva recatada mas ardente, me recebia todos os sábados, dia em que os filhos estavam fora. Quando me senti suficientemente forte telefonei explicando minha prolongada ausência e marcamos um encontro.

      Ao me ver ficou, como era de se esperar, consternada. Vais te acostumar, eu disse, e propus irmos para a cama. Me amava, e concordou. Logo me deparei com uma dificuldade: o coto (assim eu chamava o que tinha me sobrado da mão esquerda) e a pinça (os dois dedos restantes da direita) não me forneciam o necessário apoio. O coto, particularmente, tinha uma certa tendência a resvalar pelo corpo coberto de suor da pobre mulher. Seus olhos se arregalavam; quanto mais apavorada ficava, mais suava e mais o coto escorregava.

      Sou engenhoso. Trabalhando com técnicos e cientistas aprendi muita coisa, de modo que logo resolvi o problema: com uma tesoura, fiz duas incisões no colchão. Ali ancorei coto e pinça. Pude assim amá-la, e bem. 

      – Não aguentava mais – confessei, depois. – Seis meses no seco!

      Não me respondeu. Chorava. – Vais me perdoar, Armando – disse – eu gosto de ti, eu te amo, mas não suporto te ver assim. Peço-te, amor, que não me procures mais.

      – E quem vai me atender daqui por diante? – perguntei, ultrajado.

      Mas ela já estava chorando de novo. Levantei-me e saí. Não foi nessa ocasião, contudo, que fiquei deprimido. Foi mais tarde; exatamente uma semana depois.

      [...]

(SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann. São Paulo: Global, 2003. p. 176-177.)

A
Nessa reação, o carbono sofre redução.
B
A reação descrita exemplifica um fenômeno físico apenas.
C
Carbono, enxofre e nitrogênio, no estado fundamental, apresentam a camada M como camada de valência.
D
KNO3 , K2 SO4 e CO2 são, respectivamente, sal, sal e óxido, nos quais o oxigênio apresenta o mesmo valor para o número de oxidação.
c116c024-9a
PUC-GO 2015 - Química - Radioatividade: Reações de Fissão e Fusão Nuclear, Desintegração Radioativa e Radioisótopos., Transformações Químicas e Energia

    A porcentagem da massa do carbono 14 em relação à massa do carbono 12 é constante em plantas e animais vivos, pois, ele é absorvido constantemente.

    Ao morrer, esses seres param de “reciclar" o carbono e a quantidade de carbono 14 em relação ao 12 começa a decair. Quando essa relação for de 50% da original, chama-se meia-vida do carbono 14. No caso do chumbo, esse tempo de meia-vida é de 22 anos. A quantidade de carbono 14 existente em um determinado instante t é dada pela função exponencial Q(t)=Q(0) exp(-kt), em que Q(0) é a quantidade de carbono 14 no instante 0, e k é a constante, que depende do tipo de elemento radioativo. No caso do chumbo, o valor de k é (marque a alternativa correta):

TEXTO 1

                                     O mundo do menino impossível

Fim de tarde, boquinha da noite

com as primeiras estrelas e os derradeiros sinos.

Entre as estrelas e lá detrás da igreja,

surge a lua cheia

para chorar com os poetas.

E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:

o sol e os meninos.

Mas ainda vela

o menino impossível,

aí do lado,

enquanto todas as crianças mansas

dormem

           acalentadas

por Mãe-negra da Noite.

O menino impossível

que destruiu

os brinquedos perfeitos

que os vovós lhe deram:

o urso de Nurnberg,

o velho barbado jugoslavo,

as poupées de Paris aux

cheveux crêpés,

o carrinho português

feito de folha de flandres a

caixa de música checoslovaca,

o polichinelo italiano

made in England,

o trem de ferro de U. S. A.

e o macaco brasileiro

de Buenos Aires,

moviendo la cola y la cabeza.

 O menino impossível

que destruiu até

os soldados de chumbo de Moscou

e furou os olhos de um Papá Noel,

brinca com sabugos de milho,

caixas vazias,

tacos de pau,

pedrinhas brancas do rio...

“Faz de conta que os sabugos

são bois...”

“Faz de conta...”

“Faz de conta...”

[...]

O menino pousa a testa

e sonha dentro da noite quieta

da lâmpada apagada,

com o mundo maravilhoso

que ele tirou do nada...

[...] 

(LIMA, Jorge de. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006. p. 27-30. Adaptado.)

A
22ln(2) )
B
ln(3)/22
C
ln(2)/22
D
ln(1/2)/22
6ec023ed-34
PUC-GO 2015 - Química - Transformações Químicas e Energia, Eletroquímica: Oxirredução, Potenciais Padrão de Redução, Pilha, Eletrólise e Leis de Faraday.

         Analise o seguinte trecho retirado do Texto 5:

       “ Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro."

      O cianeto de sódio (NaCN) é muito utilizado na extração do ouro. Ele facilita a oxidação do ouro e a sua solubilização. Para evitar a liberação de ácido cianídrico (HCN), que é um gás muito tóxico, essa etapa do processo é feita em meio alcalino.

       Uma provável reação para essa etapa é descrita a seguir:

                  4Au + 8NaCN + O2 + 2H2 O → 4NaAu(CN)2 + 4NaOH

       Em seguida, a recuperação do ouro (redução) é feita por precipitação através da adição de zinco em pó.
       Assinale a única alternativa correta com relação às afirmações anteriormente expostas:


TEXTO 5

    TODO PIONEIRO É UM FORTE, pensava Bambico. Acredita nos sonhos. Se não fosse por ele, o mundo ainda estaria no tempo das cavernas... Quanto mais pensava nisso, mais se fortalecia. 

     Bambico chegara à Amazônia com as mãos vazias, vindo do Sul. Mas tinha na cabeça projetos grandiosos. Queria extrair da natureza toda a riqueza intacta, como o garimpeiro faz. Não desejava, entretanto, cavar rio e terra para achar pepitas de ouro. Não tinha vocação para tatu. Não faria como os garimpeiros: quando não havia mais nada, eles se mudavam, atrás de outros garimpos.

    — Garimpeiro vive de ilusões. Eu gosto de projetos! 

    Que projetos grandiosos eram? Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos. Em seguida, semear capim, povoando os campos com as boiadas de nelore brilhando de tanta saúde. A riqueza estava acima do chão. A imensidão verde desaparecia no horizonte. Só de olhar para uma árvore, sabia quantos dólares cairia em seus bolsos. Quando ouvia os roncos das motosserras, costumava dizer, orgulhoso: 

    — Eis o barulho da fortuna! 

    Montes de serragem eram avistados de longe quando o visitante chegava às pequenas comunidades. Os caminhões de toras gemiam nas estradas esburacadas. Índios e caboclos eram afugentados à bala. A floresta se transformava num pó fino, que logo apodrecia. Quando os montes de serragem não apodreciam, eram queimados, sempre apressadamente. Por dias, os canudos negros de fumaça subindo pesadamente ao céu. Havia o medo dos fiscais. Quando apareciam, quase nunca eram vistos, era conveniente que houvesse pouca serragem...

    Que história, a de Bambico! Teria muita coisa a contar para os netos que haveriam de chegar. 

    Em seu escritório, fumando um Havana, que um importador americano lhe presenteara, estufou o peito, vaidoso. 

    — Sim, muitas coisas! Quem te viu, quem te vê!

    [...]

    Sentia prazer com seus projetos grandiosos. Toda manhã se levantava para conquistar o mundo. Vereança era merreca. Não se rastejava em pequenos projetos. Muito menos desejava ser deputado... Ambicionava altos voos. Todo deputado era pau-mandado dos ricos. O Senado, sim, era o grande alvo. Lá, ele poderia afrontar esses “falsos profetas protetores da natureza". Essas ONGs de fachada... Lá, o seu cajado cairia sem dó, como um verdugo, sobre o costado dessa gente tola. Enquanto isso, ele poderia continuar seus projetos grandiosos. Cortar árvores, exportar madeiras preciosas para a casa e a mobília dos ricos, e semear capim. 

    Sonhara em ter uma dúzia de filhos, mas o destino lhe dera apenas dois. Sua mulher, após o segundo parto, ficara impossibilitada de procriar. Não queria fêmea entre os seus descendentes, mas logo no primeiro parto veio a decepção. Uma menina. Decepcionado, nada comentou com a esposa. No segundo, depois de uma gravidez tumultuada, veio o varão. Encheu-se de alegria. Com certeza, mais varões estavam para vir... [...]

                               (GONÇALVES, David. Sangue verde. São Paulo: Sucesso Pocket, 2014. p. 114-115.)


A
O zinco funciona como um agente oxidante. Pode- se então dizer que seu potencial de redução será menor que o do ouro.
B
O aumento da concentração de OH- desloca para a direita o equilíbrio da reação: HCN ⇋  H+ + CN- .
C
Considerando-se apenas o potencial padrão de redução, o cobre não pode ser usado como substituto do zinco. Dados: potencial padrão de redução do Cu2+/Cu é de 0,34V e do Au3+/Au de 1,50V.
D
A partir da reação dada, pode-se afirmar que com 122,5 mg de NaCN é possível formar 680 mg de NaAu(CN)2
6e5a0be5-34
PUC-GO 2015 - Química - Transformações Químicas: elementos químicos, tabela periódica e reações químicas, Transformações Químicas e Energia, Transformações Químicas, Termoquímica: Energia Calorífica, Calor de reação, Entalpia, Equações e Lei de Hess.

   Atente-se ao seguinte trecho do Texto 3:


“Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores."


    Os motores de combustão interna conseguem transformar a energia química em energia mecânica. Na maioria dos automóveis, temos motores de ignição por centelha de quatro tempos. O ciclo de funcionamento de um motor de quatro tempos apresenta quatro etapas: admissão, compressão, combustão/expansão e exaustão. A respeito do texto acima, analise as afirmativas a seguir:


I-A energia liberada de uma reação de combustão é dada pelo balanço da energia necessária para romper as ligações do combustível e da energia necessária para formar as ligações dos produtos da reação, sendo que a primeira é sempre maior que a última.


II- Pode-se dizer que o aumento da temperatura na combustão leva ao aumento do grau de desordem do sistema.


III-Considerando-se apenas a câmara de combustão do motor, pode-se afirmar que os gases resultantes da combustão vão aumentar a pressão no interior desta.


IV-Os produtos de uma reação de combustão completa são sempre CO e H2O.

Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:


TEXTO 3  

                                       O outro

     Ele me olhou como se estivesse descobrindo o mundo. Me olhou e reolhou em fração de segundo. Só vi isso porque estava olhando-o na mesma sintonia. A singularização do olhar. Tentei disfarçar virando o pescoço para a direita e para a esquerda, como se estivesse fazendo um exercício, e numa dessas viradas olhei rapidamente para ele no volante. Ele me olhava e volveu rapidamente os olhos, fingindo estar tirando um cisco da camisa. Era um ser de meia idade, os cabelos com alguns fios grisalhos, postura de gente séria, camisa branca, um cidadão comum que jamais flertaria com outra pessoa no trânsito. E assim, enquanto o semáforo estava no vermelho para nós, ficou esse jogo de olhares que não queriam se fixar, mas observar o outro espécime que nada tinha de diferente e ao mesmo tempo tinha tudo de diferente. Ele era o outro e isso era tudo. É como se, na igualdade de milhares de humanos, de repente, o ser se redescobrisse num outro espécime. Quando o semáforo ficou verde, nós nos olhamos e acionamos os motores. 

                                              (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 130.)

A
I e III.
B
I e IV
C
II e III.
D
II e IV.