Questõesde UEG 2016 sobre Português

1
1
1
Foram encontradas 8 questões
bb4b9dac-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Leia o fragmento e observe a imagem para responder à questão.

Meus brinquedos...
Coquilhos de palmeira.
Bonecas de pano.
Caquinhos de louça.
Cavalinhos de forquilha.
Viagens infindáveis...
Meu mundo imaginário
mesclado à realidade.

E a casa me cortava: “menina inzoneira!”
Companhia indesejável – sempre pronta
a sair com minhas irmãs,
era de ver as arrelias
e as tramas que faziam para saírem juntas
e me deixarem sozinha,
sempre em casa.

CORALINA, Cora. Minha Infância. In: Melhores poemas de Cora Coralina. 3. ed. São Paulo: Global, 2008. p. 97.


O fragmento poético e a imagem entabulam diálogo ao retratarem episódios da infância,

A
transcorrida em brincadeira coletiva no fragmento e em brincadeira individual na imagem.
B
que se afigura como um período infeliz e irrealizado tanto no fragmento quanto na imagem.
C
que se mostra problematizada de modo realista no fragmento e feliz e idealizada na imagem.
D
que se afigura como uma etapa plena de realizações tanto no fragmento quanto na imagem.
E
transcorrida em brincadeiras solitárias e enfadonhas tanto no fragmento quanto na imagem.
bb45029e-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Figuras de Linguagem

Verificam-se, no fragmento e na pintura, respectivamente, as seguintes figuras:

Leia o fragmento e observe a imagem para responder à questão.

         A mulher era uma pena na cidade grande. E a cidade grande se lhe exibia como uma prostituta na vitrine.
        E se insinuava, sorrateira, entre um e outro setor. Vista num relance, seu conjunto urbano parecia se erigir em meio aos interstícios de sonhos diacrônicos, que, unidos, formavam um mosaico por meio de cujo vislumbre o presente e o passado conviviam na forma arquitetônica de seus prédios. Era antiga e nova ao mesmo tempo. Essa cidade grande se chamava Trude e era fruto de um desejo e de uma realidade.
       [...] Então Heloíse Dena passou a sentir muito medo. Não da cidade em si, nem dos perigos e dos riscos multiplicados pela configuração da urbe imensa. Seu medo era de algo mais profundo, menos aparente. No fundo, receava não conseguir viver o contexto de uma busca e de um encontro em meio a tantos e tão altos prédios. Por essa época, só se sentia realmente à vontade dentro de seu carro, quando estava com os vidros fechados e as portas trancadas.

FREITAS, Ewerton. As metades invisíveis. São Paulo: Ixtlan, 2010. p. 130.


AMARAL, Tarsila do. Operários (1933). Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1063/tem-muitas-historias-do-brasil-nas-telas-de-tarsila-do-amaral>. Acesso em: 22 ago. 2016.
A
catacrese e paradoxo.
B
hipérbole e catacrese.
C
metonímia e hipérbole.
D
paradoxo e prosopopeia.
E
prosopopeia e metonímia.
bb4161a0-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A seguinte relação pode ser estabelecida entre o fragmento e a pintura:

Leia o fragmento e observe a imagem para responder à questão.

         A mulher era uma pena na cidade grande. E a cidade grande se lhe exibia como uma prostituta na vitrine.
        E se insinuava, sorrateira, entre um e outro setor. Vista num relance, seu conjunto urbano parecia se erigir em meio aos interstícios de sonhos diacrônicos, que, unidos, formavam um mosaico por meio de cujo vislumbre o presente e o passado conviviam na forma arquitetônica de seus prédios. Era antiga e nova ao mesmo tempo. Essa cidade grande se chamava Trude e era fruto de um desejo e de uma realidade.
       [...] Então Heloíse Dena passou a sentir muito medo. Não da cidade em si, nem dos perigos e dos riscos multiplicados pela configuração da urbe imensa. Seu medo era de algo mais profundo, menos aparente. No fundo, receava não conseguir viver o contexto de uma busca e de um encontro em meio a tantos e tão altos prédios. Por essa época, só se sentia realmente à vontade dentro de seu carro, quando estava com os vidros fechados e as portas trancadas.

FREITAS, Ewerton. As metades invisíveis. São Paulo: Ixtlan, 2010. p. 130.


AMARAL, Tarsila do. Operários (1933). Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1063/tem-muitas-historias-do-brasil-nas-telas-de-tarsila-do-amaral>. Acesso em: 22 ago. 2016.
A
a pintura deixa-se pautar por uma preocupação de ordem social, ao passo que no excerto nota-se o retrato de um drama de contornos individuais.
B
a imagem veicula um sentimento de nostalgia, ao passo que o fragmento se constrói, em termos discursivos, com base no presente da narrativa.
C
tanto a pintura quanto o fragmento constituem exemplos de obras cuja intencionalidade se volta para a representação do sentimento de plenitude humana.
D
tanto a pintura quanto o fragmento constituem exemplos de obras cuja intencionalidade se direciona para o retrato de eventos trágicos vivenciados pelas personagens.
E
a imagem deixa-se pautar pelo retrato de uma cena comum às cidades de médio porte, ao passo que o fragmento retrata e descreve uma cidade pequena.
bb3dd4dc-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Em razão das características do gênero textual, o autor busca imprimir ao seu texto um tom mais informal e próximo do uso cotidiano da língua. Essa escolha estilística pode ser exemplificada pelo uso da seguinte construção:

Leia o texto a seguir para responder à questão.




A
“... nem recomendando-o de fato” (linha 11).
B
“... ao contrário do que se poderia pensar...” (linha 30).
C
“Vejam-se esses versos de Murilo Mendes...” (linha 18).
D
“...se o padrão vem da fala dos bacanas...” (linhas 32-33).
E
“... dizemos aos alunos e aos demais interessados...” (linhas 34-35).
bb39ff43-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No trecho “Faltou ao poeta acrescentar: tem uns gramáticos do tempo da onça / de antes do tempo em que se começou a andar pra frente” (linhas 23-24), o autor apresenta uma sugestão de acréscimo ao texto de Murilo Mendes, na qual se desenvolve

Leia o texto a seguir para responder à questão.




A
um sarcasmo
B
uma contradição
C
uma exaltação
D
uma ambiguidade
E
um paradoxo
bb36e4a6-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Tipologia Textual

Considerando-se suas características retóricas, o texto de Sírio Possenti realiza predominantemente a seguinte tipologia textual:

Leia o texto a seguir para responder à questão.




A
narração
B
descrição
C
argumentação
D
exposição
E
injunção
bb3417bd-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

O autor defende no texto a seguinte tese:

Leia o texto a seguir para responder à questão.




A
a norma gramatical, para ser coerente, deve ser baseada no padrão de uso de uma língua.
B
a língua é variável e multiforme, razão pela qual as pessoas podem usá-la como quiserem.
C
as normas de bom uso da língua garantem a quem fala e/ou escreve sucesso comunicativo.
D
as formas linguísticas consideradas corretas são aquelas usadas na língua escrita formal.
E
o padrão de uso de uma língua deve ser cuidadosamente preservado pelos gramáticos.
bb313b3e-f7
UEG 2016 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Considere o seguinte trecho:

“Os gramáticos e os sociolinguistas, cada um com seu viés, costumam dizer que o padrão linguístico é usado pelas pessoas representativas de uma sociedade. Os gramáticos dizem isso, mas acabam não analisando o padrão, nem recomendando-o de fato. Recomendam uma norma, uma norma ideal”. (linhas 9-11).

Sírio Possenti apresenta nesse trecho uma caracterização da atividade dos gramáticos. Para isso, o autor

Leia o texto a seguir para responder à questão.




A
define a sociolinguística como uma área da linguística que visa estudar as formas linguísticas ideais e as formas linguísticas que de fato os falantes usam.
B
faz uma comparação entre a atividade proposta e a atividade efetivamente realizada, que consiste na recomendação de uma norma idealizada.
C
apresenta diversos exemplos de usos cotidianos da língua que demostram, de forma evidente, o fato de que as línguas são inerentemente variáveis.
D
cita uma autoridade acadêmica da área dos estudos da linguagem a fim de validar as propostas teóricas e analíticas relativas à variação linguística.
E
insere um quadro de definição dos vocábulos técnicos relacionados à área de estudos sociolinguísticos a fim de facilitar a compreensão do leitor.