Questõesde CEDERJ 2011 sobre Português

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CEDERJ 2011, CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Morfologia - Verbos, Uso dos conectivos, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro), Sintaxe, Orações coordenadas sindéticas: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas..., Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

A sucessão de orações coordenadas com verbo no presente, sem ligação por meio de conectivos, tem função expressiva na seguinte passagem do Texto I :


“O sol brilha, as casas estão encharcadas de luz, o vento bole nas árvores úmidas, a manhã cheira a sereno e a flor...” (linhas 20-23)


Assinale a alternativa que analisa corretamente a função dessa sequência de orações no texto.




A
A sequência de orações coordenadas indica que a personagem estava apressada, ofegante, sem capacidade de observação.
B
As orações coordenadas indicam ações de Clarissa, encadeadas numa ordem lógica.
C
As orações coordenadas indicam que a personagem se detinha diante de cada aspecto da paisagem que contemplava, parando a todo momento.
D
A sequência de orações coordenadas indica que vários aspectos da paisagem se apresentavam ao mesmo tempo à observação da menina, durante sua caminhada.
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CEDERJ 2011, CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Clarissa e Gabi são personagens que exemplificam visões de mundo e comportamentos diferentes.

Assinale a alternativa em que se resume adequadamente a diferença entre as duas jovens.




A
Clarissa sonha com um mundo melhor e Gabi só pensa em agradar o namorado que veio da Itália.
B
Clarissa é ingênua e alegre. Gabi é infeliz e pessimista.
C
Clarissa é sonhadora e tem uma visão ingênua e descompromissada do mundo. Gabi é engajada e comprometida socialmente.
D
Clarissa é preconceituosa, romântica e cheia de sonhos. Gabi é forte, participante e agressiva em suas ações e pensamentos.
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CEDERJ 2011, CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Existe uma diferença no modo de narrar os dois textos. Observe os períodos iniciais:


Texto I: “Clarissa vai andando...”
Texto II: “Toda a vida, Bruno e eu sempre conversamos muito sobre ecologia, meio ambiente, essas coisas.”


Leia as afirmações a respeito do papel do narrador nos dois textos e, em seguida, assinale a alternativa correta em relação a elas.

I Em Clarissa, a narração em 3ª pessoa instala um narrador que observa as ações, pensamentos e emoções do personagem.

II Em Clarissa, o narrador em 3ª pessoa não demonstra simpatia pelo personagem, adotando uma visão crítica do comportamento e emoções da jovem.

III Em Gabi, o narrador em 1ª pessoa torna a narrativa subjetiva e emocional, deixando sem voz os outros personagens.

IV Em Gabi, a narração em 1ª pessoa põe a própria personagem no comando da narrativa.




A
As afirmativas I, II e III são parcialmente corretas.
B
As afirmativas I e III são erradas em relação ao tipo de narrador.
C
As afirmativas I e IV analisam corretamente o papel do narrador.
D
As afirmativas II e IV são as mais adequadas à descrição do papel do narrador.
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CEDERJ 2011, CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

Erico Veríssimo e Ana Maria Machado são considerados representantes da ficção literária surgida após o modernismo brasileiro. Cada um deles, no entanto, apresenta características próprias.

Assinale a afirmativa correta a respeito das diferenças entre eles, considerando os dois textos lidos.




A
Erico Veríssimo criou, com Clarissa, o modelo de uma narrativa coloquial, povoada de personagens infelizes e angustiados. Ana Maria Machado, ao criar Gabi, apresenta uma narrativa em que ficção e realidade se misturam.
B
Erico Veríssimo apresenta os estados de alma dos personagens, construindo tipos de grande força lírica e dramática, como Clarissa. Ana Maria Machado recolhe do cotidiano o material para sua ficção, criando personagens comuns, que expressam inquietações, medos e certezas por meio de suas ações, como Gabi.
C
Erico Veríssimo retrata a vida do interior, com personagens simples e ingênuos, como Clarissa. Ana Maria Machado recria a vida urbana, com personagens indiferentes às questões políticas e sociais, como Gabi.
D
Erico Veríssimo privilegia em suas obras a figura do narrador, deixando os personagens sem voz. Ana Maria Machado privilegia o diálogo entre personagens, apagando a voz do narrador.
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CEDERJ 2011, CEDERJ 2011 - Português - Flexão verbal de número (singular, plural), Interpretação de Textos, Flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa), Morfologia - Verbos, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro), Variação Linguística, Pontuação, Uso da Vírgula, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

No Texto II, são exemplos do uso coloquial, informal, da língua portuguesa as seguintes passagens:


“Desde o começo, sempre foi um assunto em que a gente estava de acordo.” (linhas 2-3)

“Aí eles engolem aquele plástico que pode asfixiar os coitados de uma hora para outra.” (linhas 18-19)

Assinale a alternativa que descreve corretamente o uso de traços de oralidade nas frases destacadas. 




A
Emprego da expressão a gente em lugar do pronome nós; emprego do conector em sequência narrativa.
B
Emprego da expressão a gente com valor de 1ª pessoa do plural; emprego do pronome aí como conector de diálogos.
C
Emprego inadequado da vírgula depois da expressão temporal desde o começo; uso do verbo engolir em sentido figurado.
D
Emprego do pretérito imperfeito (estava) em lugar do futuro do pretérito (estaria); emprego do conector para ligar sequências descritivas.
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CEDERJ 2011 - Português - Morfologia - Verbos, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

Assinale a alternativa que analisa corretamente o emprego dos verbos no passado nos trechos:

“Na sua frente estava a cidade misteriosa, e ele partiu para conquistá-la.” (Texto I, linhas 21-22)
Engajou com 9 anos nos Capitães da Areia, quando o Caboclo ainda era o chefe...”(Texto I, linhas 25-26)

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A
Os verbos estar e ser, no pretérito imperfeito, mostram o estado contínuo da cidade e a permanência de Caboclo como líder. Já os verbos partir e engajar, no mais-que-perfeito, revelam que as ações de João Grande são anteriores à chegada de Caboclo no grupo.
B
Os verbos partir e engajar são empregados no pretérito perfeito, para demonstrar, por meio de ações inconclusas, a indecisão do personagem João Grande. Além disso, usam-se os verbos estar e ser no pretérito mais-que-perfeito para indicar os estados passageiros da cidade e do chefe do grupo.
C
Todos os verbos (estar, partir, engajar e ser) são empregados no pretérito imperfeito, a fim de expressar processos não concluídos e incompletos. Com isso, reforça-se a ideia de que João Grande não vai conseguir conquistar a cidade.
D
O emprego dos verbos estar e ser no pretérito imperfeito indica os estados contínuos e durativos da cidade e do chefe do grupo. Tais estados contrastam com as ações concluídas por João Grande, expressas pelos verbos partir e engajar no pretérito perfeito.
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CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto

O texto I foi extraído do segundo capítulo do romance Capitães da Areia e integra a parte de apresentação do ambiente e dos personagens envolvidos na história.

Assinale a afirmativa que analisa corretamente a visão do narrador sobre o personagem João Grande.

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A
João Grande é um menino agressivo e esperto, que vive pelas ruas da Bahia praticando pequenos furtos e atos de violência, depois de ter sido expulso de casa.
B
João Grande é um menino desprotegido, de grande força e disposição de ação, que se junta aos Capitães da Areia para viver em liberdade pelas ruas da Bahia.
C
João Grande é um menino de inteligência viva e boa capacidade de organização de assaltos, tendo sido, por isso, escolhido como um dos chefes do grupo.
D
João Grande é um rapaz violento mas medroso, que vive à sombra dos Capitães da Areia, escondido na noite do cais.
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CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos, Gêneros Textuais

Escolha a alternativa que apresenta características do gênero notícia de jornal, depreendidas do texto II.

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A
Demonstração de subjetividade no trato da notícia, por meio da apresentação de opiniões pessoais do narrador.
B
Discussão das condições sociais e históricas que possibilitam o aparecimento de determinadas situações de conflito.
C
Criação do efeito de objetividade no tratamento dos fatos, com apresentação de dados concretos, como nomes, idades, locais.
D
Imprecisão de dados, para criar o efeito da impossibilidade de narrar os acontecimentos contraditórios do mundo contemporâneo.
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CEDERJ 2011 - Português - Interpretação de Textos

Assinale a alternativa que estabelece corretamente uma comparação entre os textos I e II.

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A
O texto I descreve objetivamente e com crueldade cenas de violência praticada por menores, enquanto o texto II suaviza a violência das ações dos menores infratores.
B
O texto I caracteriza a ficção literária, ao apresentar uma visão lírica e complexa dos personagens e suas relações com o ambiente, enquanto o texto II, no estilo direto do discurso jornalístico, traz uma visão crua e simplificada dos personagens.
C
O texto I é um romance e por isso nada do que se conta tem relação com a realidade das ruas. Já o texto II narra a verdade dos fatos, comprovada por fotografias, provas, depoimentos e confissões.
D
O texto I caracteriza o discurso literário, por apresentar uma visão fantasiosa da vida de um grupo de meninos infratores. Já o texto II representa o discurso jornalístico, caracterizado pela subjetividade do narrador.
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CEDERJ 2011 - Português - Uso dos conectivos, Sintaxe

Marque a opção que analisa corretamente a relação estabelecida entre as orações, por meio dos conectivos destacados.

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A
“E o céu está cheio de estrelas, se bem a lua não tenha surgido nesta noite clara.” (Texto I, linhas 5-6) O conectivo estabelece uma relação de temporalidade e pode ser substituído por quando ou desde que.
B
É alto, o mais alto do bando, e o mais forte também, negro de carapinha baixa e músculos retesados, embora tenha apenas treze anos,...” (Texto I, linhas 13-15). O conector constrói uma relação de concessão e possui sentido semelhante a ainda que.
C
“Engajou com 9 anos nos Capitães da Areia, quando o Caboclo ainda era o chefe....” (Texto I, linhas 25- 26). O conector quando marca uma relação de consequência e equivale a de modo que.
D
“Depois que as crianças saíram, os funcionários perceberam que tinham furtado um par de tênis e uma blusa.” (Texto II, linhas 11-13). O conectivo tem valor condicional, podendo ser substituído corretamente por contanto que.