Questõesde UNESP sobre Simbolismo

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UNESP 2018 - Literatura - Barroco, Simbolismo, Realismo, Escolas Literárias, Arcadismo, Romantismo

Tal movimento não era apenas um movimento europeu de caráter universal, conquistando uma nação após outra e criando uma linguagem literária universal que, em última análise, era tão inteligível na Rússia e na Polônia quanto na Inglaterra e na França; ele também provou ser uma daquelas correntes que, como o Classicismo da Renascença, subsistiu como fator duradouro no desenvolvimento da arte. Na verdade, não existe produto da arte moderna, nenhum impulso emocional, nenhuma impressão ou estado de espírito do homem moderno, que não deva sua sutileza e variedade à sensibilidade que se desenvolveu a partir desse movimento. Toda exuberância, anarquia e violência da arte moderna, seu lirismo balbuciante, seu exibicionismo irrestrito e profuso, derivaram dele. E essa atitude subjetiva e egocêntrica tornou-se de tal modo natural para nós, tão absolutamente inevitável, que nos parece impossível reproduzir sequer uma sequência abstrata de pensamento sem fazer referência aos nossos sentimentos.

(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1995. Adaptado.)


O texto refere-se ao movimento denominado

A
Barroco.
B
Arcadismo.
C
Realismo.
D
Romantismo.
E
Simbolismo.
32455205-58
UNESP 2018 - Literatura - Simbolismo, Parnasianismo, Realismo, Escolas Literárias, Arcadismo, Romantismo

Esse movimento descobriu algo que ainda não havia sido conhecido ou enfatizado antes: a “poesia pura”, a poesia que surge do espírito irracional, não conceitual da linguagem, oposto a toda interpretação lógica. Assim, a poesia nada mais é do que a expressão daquelas relações e correspondências, que a linguagem, abandonada a si mesma, cria entre o concreto e o abstrato, o material e o ideal, e entre as diferentes esferas dos sentidos.

Sendo a vida misteriosa e inexplicável, como pensavam os adeptos desse movimento, era natural que fosse representada de maneira imprecisa, vaga, nebulosa, ilógica e ininteligível.

(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado.)


O comentário do crítico Afrânio Coutinho refere-se ao movimento literário denominado

A
Parnasianismo.
B
Romantismo.
C
Realismo.
D
Simbolismo.
E
Arcadismo.
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UNESP 2015 - Literatura - Simbolismo, Modernismo, Parnasianismo, Escolas Literárias, Romantismo

A musicalidade, as reiterações, as aliterações e a profusão de imagens e metáforas são algumas características formais do poema, que apontam para sua filiação ao movimento

A questão abordam um poema do português Eugênio de Castro (1869-1944).



A
romântico.
B
modernista.
C
parnasiano.
D
simbolista.
E
neoclássico.
0fb5ed4b-36
UNESP 2010 - Literatura - Simbolismo, Escolas Literárias

O Simbolismo se caracterizou, entre outros aspectos, pela exploração dos sons da língua para estabelecer nos poemas uma musicalidade característica, por meio de diferentes processos de repetição de sons ao longo dos versos e em estrofes inteiras. Na primeira estrofe do soneto de Cruz e Sousa nota-se esse procedimento de repetição, especialmente no


I. primeiro verso.


II. segundo verso.


III. terceiro verso.


IV. quarto verso.

Instrução: A  questão  toma  por base o soneto Acrobata da dor, do poeta simbolista brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898):


                                             Acrobata da Dor


                             Gargalha, ri, num riso de tormenta,

                             como um palhaço, que desengonçado,

                             nervoso, ri, num riso absurdo, inflado

                             de uma ironia e de uma dor violenta.


                             Da gargalhada atroz, sanguinolenta,

                             agita os guizos, e convulsionado

                             Salta, gavroche, salta clown, varado

                             pelo estertor dessa agonia lenta...


                             Pedem-te bis e um bis não se despreza!

                             Vamos! retesa os músculos, retesa,

                             nessas macabras piruetas d’aço...


                             E embora caias sobre o chão, fremente,

                             afogado em teu sangue estuoso e quente,

                             ri! Coração, tristíssimo palhaço.


                (João da Cruz e Sousa. Obra completa. Rio de Janeiro: Editora Aguilar, 1961.)

A
I e II.
B
I e III.
C
I e IV.
D
I, II e IV.
E
II, III e IV.