Questõesde UNESP sobre O que é a Filosofia
Pode acontecer que, para a educação do verdadeiro
filósofo, seja preciso que ele percorra todas as gradações
nas quais os “trabalhadores da filosofia” estão instalados e
devem permanecer firmes: ele deve ter sido crítico, cético,
dogmático e histórico e, ademais, poeta, viajante, moralista
e vidente e “espírito livre”, tudo enfim para poder percorrer
o círculo dos valores humanos, dos sentimentos de valor, e
poder lançar um olhar de múltiplos olhos e múltiplas consciências, da mais sublime altitude aos abismos, dos baixios
para o alto. Mas tudo isso é apenas uma condição preliminar
da sua incumbência. Seu destino exige outra coisa: a criação
de valores.
(Friedrich Nietzsche. Além do bem e do mal, 2001. Adaptado.)
No texto, Nietzsche propõe que a formação do filósofo deve
Pode acontecer que, para a educação do verdadeiro filósofo, seja preciso que ele percorra todas as gradações nas quais os “trabalhadores da filosofia” estão instalados e devem permanecer firmes: ele deve ter sido crítico, cético, dogmático e histórico e, ademais, poeta, viajante, moralista e vidente e “espírito livre”, tudo enfim para poder percorrer o círculo dos valores humanos, dos sentimentos de valor, e poder lançar um olhar de múltiplos olhos e múltiplas consciências, da mais sublime altitude aos abismos, dos baixios para o alto. Mas tudo isso é apenas uma condição preliminar da sua incumbência. Seu destino exige outra coisa: a criação de valores.
(Friedrich Nietzsche. Além do bem e do mal, 2001. Adaptado.)
No texto, Nietzsche propõe que a formação do filósofo deve
Convicção é a crença de estar na posse da verdade absoluta.
Essa crença pressupõe que há verdades absolutas,
que foram encontrados métodos perfeitos para chegar a elas
e que todo aquele que tem convicções se serve desses métodos perfeitos. Esses três pressupostos demonstram que o
homem das convicções está na idade da inocência, e é uma
criança, por adulto que seja quanto ao mais. Mas milênios
viveram nesses pressupostos infantis, e deles jorraram as
mais poderosas fontes de força da humanidade. Se, entretanto,
todos aqueles que faziam uma ideia tão alta de sua
convicção houvessem dedicado apenas metade de sua força
para investigar por que caminho haviam chegado a ela: que
aspecto pacífico teria a história da humanidade!
(Nietzsche. Obras incompletas, 1991. Adaptado.)
Nesse excerto, Nietzsche
Convicção é a crença de estar na posse da verdade absoluta. Essa crença pressupõe que há verdades absolutas, que foram encontrados métodos perfeitos para chegar a elas e que todo aquele que tem convicções se serve desses métodos perfeitos. Esses três pressupostos demonstram que o homem das convicções está na idade da inocência, e é uma criança, por adulto que seja quanto ao mais. Mas milênios viveram nesses pressupostos infantis, e deles jorraram as mais poderosas fontes de força da humanidade. Se, entretanto, todos aqueles que faziam uma ideia tão alta de sua convicção houvessem dedicado apenas metade de sua força para investigar por que caminho haviam chegado a ela: que aspecto pacífico teria a história da humanidade!
(Nietzsche. Obras incompletas, 1991. Adaptado.)
Nesse excerto, Nietzsche
Posto que as qualidades que impressionam nossos
sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias
produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento
não tem o poder de inventar ou formar uma única
ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos
sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto
que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar
a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder
fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias
das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.
(John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.)
De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se
Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.
(John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.)
De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se