Econômicas, sociais, militares, sanitárias, ambientais, políticas, religiosas, as razões que levam as
pessoas a deixar seu país de origem são numerosas. Migrante legal ou ilegal, refugiado ou requerente de
asilo, essas mobilidades humanas, independente da forma que elas tomam e do status jurídico que elas dão
lugar, desenham hoje um mundo em movimento onde as fronteiras se distendem e perdem uma parte de sua
função. Mas, a mobilidade humana tem gerado preocupações e amplos debates políticos, econômicos e
religiosos. Nas últimas décadas, uma das respostas aos problemas colocados pelos movimentos migratórios
tem sido a construção de muros fronteiriços.
Sobre a construção de tais muros, assinale a alternativa INCORRETA.
Econômicas, sociais, militares, sanitárias, ambientais, políticas, religiosas, as razões que levam as pessoas a deixar seu país de origem são numerosas. Migrante legal ou ilegal, refugiado ou requerente de asilo, essas mobilidades humanas, independente da forma que elas tomam e do status jurídico que elas dão lugar, desenham hoje um mundo em movimento onde as fronteiras se distendem e perdem uma parte de sua função. Mas, a mobilidade humana tem gerado preocupações e amplos debates políticos, econômicos e religiosos. Nas últimas décadas, uma das respostas aos problemas colocados pelos movimentos migratórios tem sido a construção de muros fronteiriços.
Sobre a construção de tais muros, assinale a alternativa INCORRETA.
Os muros fronteiriços, provisórios ou permanentes, eficazes ou inoperantes, elétricos ou em concreto, retornam atualmente como uma ferramenta geopolítica.
Gabarito comentado
Alternativa correta: B (INCORRETA)
Tema central: muros fronteiriços como resposta às migrações — função geopolítica, simbólica e material das barreiras e suas implicações para soberania e mobilidade. Para resolver a questão, é preciso distinguir fatos geográficos/históricos (onde e quando muros foram efetivamente erguidos) e conceitos teóricos sobre fronteiras e segurança.
Resumo teórico: muros contemporâneos reaparecem como ferramentas de controle migratório e securitização territorial. Eles têm funções práticas (restrição de fluxo), simbólicas (separação social) e discursivas (segurança). Autores relevantes: Reece Jones (Violent Borders) analisa a expansão global de barreiras; instituições como a UNHCR criticam muros por impactarem direitos de refugiados. No âmbito europeu, o Espaço Schengen pressupõe livre circulação entre Estados-membros (Regulamento (UE) 2016/399).
Por que a alternativa B está INCORRETA: a afirmação descreve um muro de concreto sobre os Pirineus (fronteira Espanha–França) erguido em 2015, destinado a conter migrações vindas da África via Ceuta.
Isso é factualmente incorreto: não houve construção de um muro concreto atravessando os Pirineus entre Espanha e França em 2015. Espanha e França fazem parte do Espaço Schengen, com fronteiras terrestres amplamente abertas; as principais barreiras espanholas ligadas a Ceuta/Melilla existem nas enclaves do Marrocos (vallas em Ceuta e Melilla), não nos Pirineus. Logo, B mistura locais e fatos de forma errada.
Análise das demais alternativas (por que estão corretas):
A: Diz que muros reaparecem como ferramenta geopolítica — correto. Há evidências contemporâneas de crescente construção/fortalecimento de barreiras (ex.: fronteira EUA–México, vallas em Ceuta/Melilla, cercas em Israel/Palestina).
C: Afirma que muros separam populações e funcionam como barreiras físicas entre comunidades — correto; obteve-se separação socioespacial e barreiras materiais que afetam comunidades locais.
D: Aponta que muros justificam-se pela lógica de segurança (proteção) mas nem sempre se legitimam — correto: discurso de segurança é usado para legitimar, embora haja controvérsias éticas e jurídicas.
E: Afirma que muros nascem primeiro como ideia/representação nas mentes (discursos de medo e insegurança) antes da materialização — correto; processo discursivo de securitização precede muitas vezes a construção física.
Dica de prova: ao identificar a alternativa “INCORRETA”, busque erro factual ou contradição conceitual. Verifique nomes de lugares (Pirineus ≠ Ceuta) e concordância com leis/realidade (Schengen).
Fontes sugeridas: Reece Jones, Violent Borders (2016); Regulamento (UE) 2016/399 (Código de Fronteiras Schengen); materiais da UNHCR sobre impactos de muros fronteiriços.
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