Questão f2d11583-b0
Prova:IFF 2017
Disciplina:Biologia
Assunto:Identidade dos seres vivos, Protistas e algas

A leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Segundo Fábio dos Santos Nogueira, médico veterinário, mestre e doutor em leishmaniose, 60% dos animais são infectados, mas não têm os sintomas. A doença pode ficar incubada de 3 meses a 6 anos. “O proprietário só leva à clínica quando já tem sintomas. Muitas vezes, por falta de informação o veterinário acaba indicando a eutanásia do animal”, aponta.
Em 2015, foram 40 mil cães sacrificados com leishmaniose, fora os outros animais não diagnosticados e os tratados.
A vacinação dos cães é uma ferramenta importante na luta contra a leishmaniose. A vacina é recomendada para cães a partir de 4 meses de idade, clinicamente sadios e sorologicamente negativos contra a leishmaniose. “O animal deve ser vacinado com três doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual”.

Texto disponível em: <http://emais.estadao.com.br/blogs/comportamento-animal/leishmaniose-seu-cachorropode-estar-contaminado-sem-voce-saber/>.
Acesso em: 25 set 2017.

Assinale a opção INCORRETA sobre a leishmaniose.

A
Os protozoários parasitas vivem e se multiplicam no interior dos macrófagos, reduzindo a imunidade do indivíduo infectado.
B
A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos conhecidos como flebótomos.
C
Mordidas, arranhões e contato físico podem passar leishmaniose de cães infectados para humanos.
D
As coleiras disponíveis no mercado, destinadas à prevenção da leishmaniose, usam repelentes.
E
A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta.

Gabarito comentado

R
Robson FriasMonitor do Qconcursos

Alternativa correta (INCORRETA no enunciado): C

Tema central: leishmaniose — doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, importância em saúde pública, reservatórios (cães) e modo de transmissão (vetor).

Resumo teórico: Leishmania é um protozoário intracelular que vive e se multiplica nos macrófagos. A transmissão ocorre por picada de flebótomos (insetos hematófagos, “mosquito-palha” ou “sandfly”), que ingerem parasitas ao picar um animal infectado e depois os transmitem a outro hospedeiro. Existem formas cutânea, mucocutânea e visceral; a cutânea causa úlceras na pele e pode atingir mucosas (nariz, boca, garganta). Medidas de prevenção incluem vacinação (em cães, conforme critérios veterinários), uso de coleiras impregnadas com repelentes/inseticidas (ex.: deltametrina) e controle do vetor. Fontes: WHO, Ministério da Saúde (Brasil), CDC.

Justificativa da alternativa C (resposta): A frase afirma que mordidas, arranhões e contato físico transmitem leishmaniose diretamente de cães para humanos. Isso é incorreto: a transmissão direta por contato não ocorre; é necessária a picada do flebótomo como vetor. Assim, C é a opção errada pedida pelo enunciado.

Análise das demais alternativas (por que são corretas):

A — correta: protozoários se multiplicam em macrófagos e isso compromete a resposta imune local; conceito básico de patogênese está adequado.

B — correta: flebótomos (mosquito-palha) são os vetores conhecidos da leishmaniose.

D — correta: coleiras protetoras usam repelentes/inseticidas para reduzir picadas de flebótomos e risco de infecção.

E — correta: a leishmaniose tegumentar/cutânea causa lesões na pele e pode afetar mucosas (mucocutânea).

Estratégia para resolver essa questão: ao ler alternativas, identifique termos que descrevem mecanismo de transmissão. Se a doença é conhecida por transmissão vetorial, desconfie de alternativas que indiquem transmissão direta por contato. Relacione conhecimento básico (vírus/protozoário, vetor, reservatório) com a alternativa.

Referências: WHO (World Health Organization) — leishmaniasis; Ministério da Saúde (Brasil) — vigilância e controle da leishmaniose.

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