A leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Segundo Fábio dos
Santos Nogueira, médico veterinário, mestre e doutor em leishmaniose, 60% dos animais
são infectados, mas não têm os sintomas. A doença pode ficar incubada de 3 meses a 6
anos. “O proprietário só leva à clínica quando já tem sintomas. Muitas vezes, por falta de
informação o veterinário acaba indicando a eutanásia do animal”, aponta.
Em 2015, foram 40 mil cães sacrificados com leishmaniose, fora os outros animais não
diagnosticados e os tratados. A vacinação dos cães é uma ferramenta importante na luta contra a leishmaniose. A vacina
é recomendada para cães a partir de 4 meses de idade, clinicamente sadios e
sorologicamente negativos contra a leishmaniose. “O animal deve ser vacinado com três
doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual”.
Texto disponível em: <http://emais.estadao.com.br/blogs/comportamento-animal/leishmaniose-seu-cachorropode-estar-contaminado-sem-voce-saber/>.
Acesso em: 25 set 2017.
Assinale a opção INCORRETA sobre a leishmaniose.
Gabarito comentado
Alternativa correta (INCORRETA no enunciado): C
Tema central: leishmaniose — doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania, importância em saúde pública, reservatórios (cães) e modo de transmissão (vetor).
Resumo teórico: Leishmania é um protozoário intracelular que vive e se multiplica nos macrófagos. A transmissão ocorre por picada de flebótomos (insetos hematófagos, “mosquito-palha” ou “sandfly”), que ingerem parasitas ao picar um animal infectado e depois os transmitem a outro hospedeiro. Existem formas cutânea, mucocutânea e visceral; a cutânea causa úlceras na pele e pode atingir mucosas (nariz, boca, garganta). Medidas de prevenção incluem vacinação (em cães, conforme critérios veterinários), uso de coleiras impregnadas com repelentes/inseticidas (ex.: deltametrina) e controle do vetor. Fontes: WHO, Ministério da Saúde (Brasil), CDC.
Justificativa da alternativa C (resposta): A frase afirma que mordidas, arranhões e contato físico transmitem leishmaniose diretamente de cães para humanos. Isso é incorreto: a transmissão direta por contato não ocorre; é necessária a picada do flebótomo como vetor. Assim, C é a opção errada pedida pelo enunciado.
Análise das demais alternativas (por que são corretas):
A — correta: protozoários se multiplicam em macrófagos e isso compromete a resposta imune local; conceito básico de patogênese está adequado.
B — correta: flebótomos (mosquito-palha) são os vetores conhecidos da leishmaniose.
D — correta: coleiras protetoras usam repelentes/inseticidas para reduzir picadas de flebótomos e risco de infecção.
E — correta: a leishmaniose tegumentar/cutânea causa lesões na pele e pode afetar mucosas (mucocutânea).
Estratégia para resolver essa questão: ao ler alternativas, identifique termos que descrevem mecanismo de transmissão. Se a doença é conhecida por transmissão vetorial, desconfie de alternativas que indiquem transmissão direta por contato. Relacione conhecimento básico (vírus/protozoário, vetor, reservatório) com a alternativa.
Referências: WHO (World Health Organization) — leishmaniasis; Ministério da Saúde (Brasil) — vigilância e controle da leishmaniose.
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