Questão d22da653-dc
Prova:MACKENZIE 2013
Disciplina:Geografia
Assunto:Produção e consumo no Brasil, Energia

Assinale a alternativa correta.

Texto I
PROIBIÇÃO DE CARROS A DIESEL NO PAÍS PREJUDICA EXPORTAÇÃO, DIZEM ANALISTAS.
    Engessadas por uma lei criada em 1976 que proíbe a circulação de carros de passeio com motor a diesel, as montadoras de veículos no Brasil pouco investem na tecnologia. As que possuem produção desse tipo de propulsor, com a finalidade de exportar, têm projetos oriundos de outros países. Apenas utilitários, caminhões e ônibus podem circular movidos a diesel.
    E qual é o maior prejuízo do Brasil? O país terá grande dificuldade para se tornar exportador de carros compactos, já que o resto do mundo vê o diesel como uma alternativa de combustível menos poluente e com maior rendimento. Além disso, o Brasil perde um canal para viabilizar a venda no mercado externo do biodiesel, produto tão defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
G1, 10/09/2008, 07h05 - Atualizado em 10/09/08 - 11h57.

Texto II
UE QUER BANIR CARROS MOVIDOS A GASOLINA E DIESEL
    Até 2050, UE quer acabar com a presença desses combustíveis nas cidades europeias.
    São Paulo - A União Europeia quer transformar em realidade o sonho dos ecologistas de banir os carros movidos a gasolina e diesel. A ideia é acabar com esses combustíveis nas cidades europeias até 2050. Na semana passada, Bruxelas propôs proibir carros movidos a “combustíveis convencionais” nas ruas de cidades como Paris, Londres, Madri e Berlim, onde apenas carros elétricos ou transportes públicos seriam autorizados. A proposta, que causou polêmica, tem o objetivo de reduzir de forma drástica as emissões de CO2. Até 2050, a UE quer baixar em 60% seus níveis de emissões, em comparação a 1990.
Revista Exame, 03/04/2011.

A
No texto I, há a defesa de uma fonte inovadora de tecnologia, em um contexto das preocupações socioambientais. No texto II, há um posicionamento que prioriza a economia em relação à conservação ambiental.
B
A lei mencionada no texto I atendeu apenas a interesses ambientais. A adoção dessa medida em 1976 não levou em conta o contexto econômico nacional e internacional de produção e preços do petróleo da época.
C
No Brasil, produtores de biodiesel seriam beneficiados com liberação desse combustível nos carros de passeio. De outro lado, os críticos dessa medida se preocupam com o uso do diesel convencional, que contribui, entre outros problemas, para a formação de chuva ácida.
D
Na Europa, o uso do diesel, mais econômico, pode ser proibido sem maiores problemas. O continente é autossuficiente em petróleo.
E
A produção petrolífera na camada pré-sal justifica a defesa da liberação do Diesel discutida no texto I, uma vez que o Brasil não dispõe de outras fontes alternativas ao seu uso. A riqueza de fontes alternativas e o baixo consumo per capita de energia justificam a adoção das medidas informadas no texto II.

Gabarito comentado

L
Lívia MartinsMonitor com apoio de IA

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer que o texto I associa a liberação de carros a diesel ao biodiesel, enquanto o texto II trata da restrição a combustíveis convencionais como medida de redução de emissões; por isso, apenas a alternativa C permanece compatível com a base.

Tema central: Diesel, biodiesel e impactos ambientais
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte o foco do texto II. A proposta europeia mencionada no texto II tem objetivo ambiental explícito: reduzir drasticamente as emissões de CO2. Não há base para dizer que ali se prioriza a economia em relação à conservação ambiental.
B
Errada
Está errada porque reduz a lei de 1976 a motivação exclusivamente ambiental, o que a base considera historicamente insustentável. A restrição ao diesel em carros de passeio também se relaciona ao contexto energético e econômico do petróleo, não apenas a interesses ambientais.
C
Certa
A alternativa C está correta porque conecta os dois pontos sustentados pela base. Primeiro, o texto I afirma que o Brasil perde um canal para viabilizar a venda do biodiesel, o que sustenta que produtores de biodiesel seriam beneficiados com a liberação desse combustível em carros de passeio com motorização compatível. Segundo, a base registra que o diesel convencional emite poluentes atmosféricos, incluindo compostos associados à acidificação atmosférica e à formação de chuva ácida. Portanto, a alternativa acerta ao distinguir o interesse econômico ligado ao biodiesel da crítica ambiental dirigida ao diesel convencional.
D
Errada
Está errada por trazer uma justificativa factual inadequada e sem apoio no enunciado: não se sustenta afirmar que a Europa seja autossuficiente em petróleo, nem o texto II fundamenta a proposta europeia nisso. O eixo do texto é política ambiental de redução de emissões.
E
Errada
Está errada porque introduz extrapolações factualmente incorretas e sem apoio nos textos. O pré-sal não é a justificativa da defesa discutida no texto I; também é falso afirmar que o Brasil não dispõe de outras fontes alternativas ao uso do diesel. Na parte sobre a Europa, a alternativa igualmente mistura premissas não apresentadas no enunciado.
Pegadinha da questão
A confusão real é tratar biodiesel e diesel convencional como se fossem equivalentes ambientalmente e, ao mesmo tempo, inverter o foco do texto II, que é claramente de redução de emissões, não de priorização econômica.
Dica para questões semelhantes
  • Separe combustível fóssil e biocombustível antes de avaliar a alternativa; a questão depende dessa distinção.
  • Em comparação de textos, identifique o eixo dominante de cada um: no texto I, mercado e uso do biodiesel; no texto II, redução de emissões.
  • Desconfie de alternativas que expliquem políticas energéticas por uma causa única quando a base aponta contexto econômico e ambiental combinado.
  • Elimine opções que tragam justificativas factuais não sustentadas pelo enunciado, como autossuficiência petrolífera ou pré-sal como fundamento da discussão.

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