Match the columns to form statements about
“hippies”:
I - They usually sell...
II - They were young people in the 1960s and 1970s
who...
III - They try to live...
IV - They often have...
( ) …long hair and many of them take drugs.
( ) …rejected conventional ways of living, dressing,
and behaving.
( ) …based on peace and love.
( ) …handcraft.
The right sequence is:
Match the columns to form statements about “hippies”:
I - They usually sell...
II - They were young people in the 1960s and 1970s who...
III - They try to live...
IV - They often have...
( ) …long hair and many of them take drugs.
( ) …rejected conventional ways of living, dressing, and behaving.
( ) …based on peace and love.
( ) …handcraft.
The right sequence is:
TEXTO 7
O mistério dos hippies desaparecidos
Ide ao Mercadão da Travessa do Carmo. Que
vereis? O alegre, o pitoresco, o colorido. Admirai a
excelente organização: cada artesão em seu quadrado,
exibindo belos trabalhos.
Mas... Nada vos chama a atenção?
Não? Neste caso, pergunto-vos: onde estão
os hippies da Praça Dom Feliciano? Isso mesmo,
aqueles que ficavam na frente da Santa Casa. Onde
estão? Não sabeis?
O homem de cinza sabe.
O homem de cinza vinha todos os dias à
Praça Dom Feliciano. Ficava muito tempo olhando
os hippies, que não lhe davam maior atenção. O homem,
ao contrário, parecia muito interessado neles:
examinava os objetos expostos, indagava por preços,
por detalhes da manufatura. E anotava tudo numa caderneta
de capa preta. Um dia perguntou aos hippies
onde moravam. Por aí, respondeu um rapaz. Numa comuna? — perguntou o homem. Não, não era em
nenhuma comuna; na realidade, estavam ao relento.
O homem então disse que eles deveriam morar juntos
numa comuna. Ficaria mais fácil, mais prático.
O rapaz concordou. Não estava com muita vontade
de falar; contudo, acrescentou, depois de uma pausa,
que o problema era encontrar o lugar para a comuna.
Não é problema, disse o homem; eu tenho
uma chácara lá na Vila Nova, com uma boa casa, gramados,
árvores frutíferas. Se vocês quiserem, podem
ficar lá. No amor? — perguntou o rapaz.
— No amor, bicho — respondeu o homem,
rindo. Só quero que vocês tomem conta da casa. Os
hippies confabularam entre si e resolveram aceitar. O
homem levou-os — eram doze, entre rapazes e moças
— à chácara, numa camioneta Veraneio. Deixou-os lá.
Durante algum tempo não apareceu. Mas,
num domingo, deu as caras. Conversou com os jovens
sobre a chácara, contou histórias interessantes.
Finalmente, pediu para ver o que tinham feito de artesanato.
Examinou as peças atentamente e disse:
— Posso dar uma sugestão?
Eles concordaram. Como não haveriam de
concordar? Mas foi assim que começou. O homem
organizou-os em equipes: a equipe dos cintos, a equipe
das pulseiras, a equipe das bolsas.
Ensinou-os a trabalhar pelo sistema de linha
de montagem; racionalizou cada tarefa, cada atividade.
Disciplinou a vida deles, também. Centralizou
todo o consumo de tóxicos. Fornecia drogas
mediante vales, resgatados ao fim do mês, conforme
a produção. Permitiu que se vestissem como desejavam,
mas era rígido na escala de trabalho. Seis
dias por semana, folga às quartas — nos domingos
tinham de trabalhar. Nestes dias, o homem de cinza
admitia visitantes na chácara, mediante o pagamento
de ingressos. Um guia especialmente treinado acompanhava-os,
explicando todos os detalhes acerca dos
hippies, estes seres curiosos.
O homem de cinza já era muito rico, mas
agora está multimilionário. É que organizou uma firma,
e exporta para os Estados Unidos e para o Mercado
Comum Europeu cintos, pulseiras e bolsas.
Parece que, para esses artigos, não há sobretaxa
de exportações. Escreveu um livro — Minha
Vida Entre os Hippies — que tem se constituído em
autêntico êxito de livraria; uma adaptação para a televisão,
sob forma de novela, está quase pronta. E
quem ouviu a trilha sonora, garante que é um estouro.
Tem apenas um temor, este homem. É que
um dos hippies, de uma hora para outra, cortou o cabelo,
passou a tomar banho — e usa agora um decente
terno cinza. Por enquanto ainda não se manifestou;
mas trata-se — o homem de cinza está convencido
disto — de um autêntico contestador.
(SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. São Paulo: Global, 2003.
p. 130-132.)
TEXTO 7
O mistério dos hippies desaparecidos
Ide ao Mercadão da Travessa do Carmo. Que vereis? O alegre, o pitoresco, o colorido. Admirai a excelente organização: cada artesão em seu quadrado, exibindo belos trabalhos.
Mas... Nada vos chama a atenção?
Não? Neste caso, pergunto-vos: onde estão os hippies da Praça Dom Feliciano? Isso mesmo, aqueles que ficavam na frente da Santa Casa. Onde estão? Não sabeis?
O homem de cinza sabe.
O homem de cinza vinha todos os dias à Praça Dom Feliciano. Ficava muito tempo olhando os hippies, que não lhe davam maior atenção. O homem, ao contrário, parecia muito interessado neles: examinava os objetos expostos, indagava por preços, por detalhes da manufatura. E anotava tudo numa caderneta de capa preta. Um dia perguntou aos hippies onde moravam. Por aí, respondeu um rapaz. Numa comuna? — perguntou o homem. Não, não era em nenhuma comuna; na realidade, estavam ao relento. O homem então disse que eles deveriam morar juntos numa comuna. Ficaria mais fácil, mais prático. O rapaz concordou. Não estava com muita vontade de falar; contudo, acrescentou, depois de uma pausa, que o problema era encontrar o lugar para a comuna.
Não é problema, disse o homem; eu tenho uma chácara lá na Vila Nova, com uma boa casa, gramados, árvores frutíferas. Se vocês quiserem, podem ficar lá. No amor? — perguntou o rapaz.
— No amor, bicho — respondeu o homem, rindo. Só quero que vocês tomem conta da casa. Os hippies confabularam entre si e resolveram aceitar. O homem levou-os — eram doze, entre rapazes e moças — à chácara, numa camioneta Veraneio. Deixou-os lá.
Durante algum tempo não apareceu. Mas, num domingo, deu as caras. Conversou com os jovens sobre a chácara, contou histórias interessantes. Finalmente, pediu para ver o que tinham feito de artesanato. Examinou as peças atentamente e disse:
— Posso dar uma sugestão? Eles concordaram. Como não haveriam de concordar? Mas foi assim que começou. O homem organizou-os em equipes: a equipe dos cintos, a equipe das pulseiras, a equipe das bolsas.
Ensinou-os a trabalhar pelo sistema de linha de montagem; racionalizou cada tarefa, cada atividade.
Disciplinou a vida deles, também. Centralizou todo o consumo de tóxicos. Fornecia drogas mediante vales, resgatados ao fim do mês, conforme a produção. Permitiu que se vestissem como desejavam, mas era rígido na escala de trabalho. Seis dias por semana, folga às quartas — nos domingos tinham de trabalhar. Nestes dias, o homem de cinza admitia visitantes na chácara, mediante o pagamento de ingressos. Um guia especialmente treinado acompanhava-os, explicando todos os detalhes acerca dos hippies, estes seres curiosos.
O homem de cinza já era muito rico, mas agora está multimilionário. É que organizou uma firma, e exporta para os Estados Unidos e para o Mercado Comum Europeu cintos, pulseiras e bolsas.
Parece que, para esses artigos, não há sobretaxa de exportações. Escreveu um livro — Minha Vida Entre os Hippies — que tem se constituído em autêntico êxito de livraria; uma adaptação para a televisão, sob forma de novela, está quase pronta. E quem ouviu a trilha sonora, garante que é um estouro.
Tem apenas um temor, este homem. É que um dos hippies, de uma hora para outra, cortou o cabelo, passou a tomar banho — e usa agora um decente terno cinza. Por enquanto ainda não se manifestou; mas trata-se — o homem de cinza está convencido disto — de um autêntico contestador.
(SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. São Paulo: Global, 2003.
p. 130-132.)
Gabarito comentado
Resposta correta: D
1. Tema central
Trata‑se de compreensão e correspondência de informações: relacionar definições/descrições (coluna da direita) com as frases que as introduzem (coluna da esquerda). Exige leitura atenta, identificação de pistas lexicais e verificação no texto‑base.
2. Resumo teórico rápido
Para esse tipo de item, proceda assim: (a) leia cada início de frase (I–IV) e sublinhe a ideia-chave; (b) leia as opções e busque palavras‑chave ou evidências no texto; (c) elimine combinações impossíveis e confirme com o texto. Fonte conceitual: técnicas básicas de leitura para concursos (skimming/scanning) e definições gerais (ver Encyclopaedia Britannica sobre "hippies").
3. Justificativa da alternativa D (IV, II, III e I)
- I: "They usually sell..." → corresponde a "…handcraft." (opção IV). No texto: vendem cintos, pulseiras e bolsas artesanais; são artesãos. Logo, I = handcraft.
- II: "They were young people in the 1960s and 1970s who..." → corresponde a "…rejected conventional ways of living, dressing, and behaving." (opção II). O texto mostra comportamento alternativo (vestir‑se como desejavam, vida comunal) e a definição histórica também confirma (ver Britannica).
- III: "They try to live..." → corresponde a "…based on peace and love." (opção III). A fala "No amor? — No amor, bicho" e a ideia de comuna remete ao ideal de amor/vida comunitária típico do movimento.
- IV: "They often have..." → corresponde a "…long hair and many of them take drugs." (opção I). O conto cita consumo de tóxicos centralizado e um hippie que cortou o cabelo tornando‑se contestador; isso confirma que o estereótipo (cabelos longos e uso de drogas) é aplicado. Assim, a sequência correta é IV, II, III, I → alternativa D.
4. Por que as outras opções estão erradas
- A (I, II, IV, III): colocaria "handcraft" em I (ok) e "…long hair and drugs" em III (incorreto: III pede modo de vida — paz/amor).
- B (I, III, IV, II): põe "peace and love" em II (incorreto: II é histórico/descrição geral), e desloca características físicas/uso de drogas para III (errado).
- C (IV, I, III, II): coloca "handcraft" em II (errado) e mistura as descrições históricas/comportamentais, não respeitando as pistas do texto.
Em resumo, as alternativas incorretas trocam correspondências essenciais entre conteúdo (venda de artesanato, ideologia, estilo de vida, aparência/hábitos), o que contradiz o texto.
5. Estratégias práticas para provas
- Busque palavras‑chave no enunciado e nas opções; confirme no texto.
- Priorize consistência lógica (ex.: "They usually sell..." pede objeto concreto como "handcraft").
- Elimine alternativas que colocam ideias abstratas onde se espera algo concreto.
Fonte sugerida: Encyclopaedia Britannica, verbete "Hippie" (definição histórica e características do movimento).
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