A localização e a importância comercial de Feira de Santana,
no século XIX, explicam a participação de habitantes da região
em episódios relevantes da História da Bahia, dentre os quais
se destacam
Feira de Santana é muito mais do que um pouso
nas estradas da Bahia. Desde os tempos
coloniais tornou-se conhecida como um
entreposto comercial de vida própria. Através de
todo o período coberto por este estudo, as
atividades comerciais cresceram, consideravelmente,
em Feira de Santana e por mais de um século a
cidade gozou da reputação de empório líder do
sertão baiano. Como tal, há muito tempo é o ponto
de convergência de quase todas as matériasprimas embarcadas no interior para a metrópole,
bem como o mercado principal e o mais
importante centro de distribuição para os produtos
provenientes da Capital. (POPPINO, 1968, p.12).
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa E
Tema central: a questão requer relacionar a importância regional de Feira de Santana no século XIX (entreposto comercial do sertão) com os movimentos políticos e sociais da Bahia nos quais seus habitantes participaram. É preciso identificar eventos de âmbito baiano/regionais desse período.
Resumo teórico: Feira de Santana, pela sua posição como ponto de convergência e distribuição (Poppino, 1968), forneceu homens, recursos e articulação logística para movimentos que mobilizaram a província da Bahia no século XIX. Movimentos citados devem ter ligação direta com a dinâmica política e social da própria Bahia — não com revoltas de outras províncias.
Fontes sugeridas: POPPINO (1968) sobre Feira de Santana; estudos sobre a História da Bahia e sobre a Sabinada e o processo de independência da província (consultar acervos do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia / Fundação Pedro Calmon).
Justificativa da alternativa E: o conjunto indicado em E — movimento pela independência da província (1822–1823), a Sabinada (1837–1838) e movimentos federalistas locais liderados por figuras regionais — corresponde a episódios em que toda a malha comercial e social da Bahia, incluindo entes do interior como Feira, teve participação ativa. A lógica: um entreposto que articula o sertão e a capital tende a ser mobilizado em lutas políticas provinciais e regionais, como ocorreu nessas três ocasiões.
Análise das alternativas incorretas (estratégia: verificar alcance geográfico e cronologia):
A — Cabanagem (Pará) e Balaiada (Maranhão) são revoltas de outras províncias do Norte/Nordeste; apenas a “Noite das Garrafadas” refere-se a Salvador, mas a mistura de episódios regionais diferentes invalida a alternativa.
B — Revolução Praieira é de Pernambuco; Canudos (Bahia) aparece aqui, porém o conjunto mistura provincialidades distintas e inclui eventos sem vínculo comprovado com a atuação de Feira como entreposto.
C — Revolta dos Malês (Salvador) é baiana, mas “Quebra-bondes” e Motins do Maneta são fenômenos urbanos/tardios e não representam o perfil do século XIX rural-comercial associado a Feira.
D — Revolução dos Alfaiates (Bahia 1798) e movimentos em Pernambuco (Confederação do Equador; 1817) têm caráter local ou de outras províncias; a alternativa reúne episódios que não coincidem com o padrão de participação contínua de Feira no século XIX indicado pelo enunciado.
Dica de prova (estratégia): ao responder, identifique rapidamente a abrangência geográfica de cada evento (província/estado) e a compatibilidade cronológica com o século XIX; descarte alternativas que misturam revoltas de províncias diferentes quando o enunciado aponta atuação regional/baiana.
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