Considerando os eventos relativos à meiose, apresentados
a seguir:
I. Permutação cromossômica na primeira divisão
da meiose.
II. Disposição ao acaso dos cromossomos
homólogos emparelhados no equador da
célula na primeira divisão da meiose.
III. Alinhamento dos cromossomos nas placas
equatoriais de cada célula na segunda divisão
da meiose.
É CORRETO afirmar que:
Gabarito comentado
Resposta correta: C — apenas I e II são fontes de variabilidade genética.
Tema central: meiosis e suas fontes de variabilidade genética — fundamental para entender como novas combinações gênicas surgem em organismos sexuados.
Resumo teórico: A variabilidade genética na meiose decorre principalmente de duas etapas: I. Crossing-over (permutação cromossômica) — troca de segmentos entre cromátides não-irmãs durante a prófase I, gerando cromátides recombinantes; II. Segregação independente — disposição aleatória dos pares de homólogos na metáfase I que produz diferentes combinações de cromossomos nas células-filhas (lembre-se da regra 2^n possíveis combinações para n pares de cromossomos). Fontes: Campbell Biology; Alberts et al.
Justificativa da alternativa C: I (crossing-over) e II (disposição ao acaso dos homólogos) são geradoras diretas de novas combinações genéticas — por isso são corretamente indicadas como fontes de variabilidade. Ambas ocorrem na primeira divisão meiótica e atuam de forma complementar.
Análise das alternativas incorretas:
- A (apenas I): Omite a segregação independente, que também é fonte importante de variabilidade — logo, incorreta.
- B (apenas II): Ignora o crossing-over, essencial para recombinar alelos entre cromátides — incorreta.
- D (I e III): A etapa III (alinhamento na segunda divisão) separa cromátides-irmãs; como elas são geralmente idênticas, essa etapa não gera novas combinações por si só (a menos que já exista recombinação anterior). Portanto III não é, por si só, fonte primária de variabilidade.
- E (I, II e III): Inclui III indevidamente; por isso está errada.
Dica de interpretação: ao ler enunciados, pergunte-se “essa etapa cria novas combinações de alelos ou apenas separa material já combinado?” — só as etapas que efetivamente reembaralham alelos (crossing‑over e segregação independente) devem ser marcadas como fontes de variabilidade.
Referências rápidas: Campbell et al., Biologia; Alberts et al., Molecular Biology of the Cell; Mendel (leis da segregação e assortamento independente) — para fundamentar conceitos.
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