Questão 81340d3d-63
Prova:UNEAL 2013
Disciplina:Geografia
Assunto:Globalização

Milton Santos afirma sobre a globalização: “O mundo torna-se unificado – em virtude das novas condições técnicas, bases sólidas para uma ação humana mundializada. Esta, entretanto, impõe-se à maior parte da humanidade como uma globalização perversa” (Adaptado. Por uma nova globalização, 2000, p. 37). Quanto à perversidade da globalização, indique a opção incorreta.

A
A globalização não significou maior igualdade entre as nações. Para as nações desenvolvidas significou maiores possibilidades de investimentos, e somente alguns países subdesenvolvidos obtiveram crescimento econômico.
B
Conjuntamente à globalização há um maior apelo ao consumismo, acirrando os problemas ambientais no mundo.
C
A despeito das inovações tecnológicas e sua difusão, problemas antigos da humanidade, como guerras, fome e pobreza, continuam existindo e até mesmo se agravaram com a globalização.
D
O poder cada vez maior das grandes corporações faz com que, cada vez mais, os interesses econômicos e a competitividade sejam predominantes nas relações sociais e entre os países.
E
Os maiores problemas da globalização são os povos tradicionais, que não aceitam partilhar dos interesses comuns da humanidade e por isso promovem manifestações e ataques terroristas.

Gabarito comentado

T
Taina VegaMonitor do Qconcursos

Alternativa correta: E — esta é a opção incorreta pedida pela questão.

Tema central: Globalização e sua "perversidade" (conceito de Milton Santos). Trata-se de entender como processos técnicos, econômicos e culturais mundializados produzem integração desigual, concentração de poder e exclusões sociais.

Resumo teórico: A globalização ampliou fluxos de capital, tecnologia e mercadorias, mas não uniformizou desenvolvimento. Conceitos-chave: desigualdade global, poder das corporações transnacionais, consumismo, e externalidades ambientais. Milton Santos (Por uma nova globalização, 2000) enfatiza que as técnicas criam possibilidade de ação mundial, mas a globalização impõe-se como perversidade quando amplia exclusões.

Por que a alternativa E está errada: E responsabiliza "os povos tradicionais" como causa principal dos problemas e os associa a ataques terroristas. Isso é uma generalização injustificada e uma inversão de causa-efeito: povos tradicionais costumam ser vítimas de processos expropriatórios (desapropriação de terras, perda cultural, violência), não os agentes estruturais da crise. Além disso, confunde protestos sociais e resistência com "terrorismo", estigmatizando grupos e ignorando fatores estruturais (modelo econômico, corporações, políticas neoliberais). A conclusão é ideológica, não baseada em evidências (ver Milton Santos, relatórios da ONU sobre direitos indígenas e desenvolvimento).

Análise das demais alternativas (válidas):

A — Correta: globalização não igualou nações; beneficia fluxos de investimento e inovacão em países centrais; periferias seguem assimétricas.

B — Correta: a expansão do consumo global aumenta pressão sobre recursos e degradação ambiental (consumo + produção intensiva = impacto).

C — Correta: inovações tecnológicas não eliminaram guerras, fome e pobreza; em muitos casos agravaram desigualdades.

D — Correta: o poder das grandes corporações e a lógica da competitividade orientam decisões políticas e econômicas, reduzindo espaço para interesses públicos.

Estrategia de interpretação: procure por alternativas que culpem grupos vulneráveis ou usem termos absolutos ("os maiores problemas são..."). Questões sobre globalização frequentemente pedem visão estrutural — identifique agentes de poder (Estados, TNCs, mercados) e efeitos (desigualdade, exclusão).

Fontes: Milton Santos, Por uma nova globalização (2000); relatórios ONU sobre povos indígenas e desenvolvimento.

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