No mundo, atualmente, há cidades de diferentes tamanhos e densidades demográficas, de diversas condições socioeconômicas. Em algumas, destacam-se apenas uma função urbana enquanto outras desenvolvem múltiplas atividades. Muitas se estruturaram há séculos, enquanto outras começaram a se desenvolver a poucas décadas ou anos. Há ainda aquelas que apresentam grande desigualdade social e aquelas nas quais as desigualdades são menos acentuadas. Todos esses aspectos se refletem na organização do espaço urbano e são visíveis na paisagem. Nos últimos anos, ocorreram mudanças no padrão migratório brasileiro. As metrópoles do Sudeste já não apresentam o elevado grau de atração demográfica que tinha há algum tempo. Entre as causas desse fato, pode-se citar:
Gabarito comentado
Alternativa correta: E
Tema central: migrações internas e reorganização espacial do país — entende-se por que metrópoles do Sudeste perderam parte de sua atração demográfica: mudanças econômicas (deslocalização industrial, interiorização do agronegócio, políticas de incentivos) alteraram fluxos migratórios e oportunidades de trabalho.
Resumo teórico: movimentos internos obedecem a fatores de atração (emprego, infraestrutura) e repulsão (alto custo de vida, desemprego). Desde as últimas décadas observou‑se descentralização produtiva: empresas transferem plantas para regiões com custos menores e incentivos fiscais; o agronegócio e a indústria se expandem para Centro‑Oeste, Nordeste e Norte, reduzindo a migração líquida para as metrópoles tradicionais (ver IBGE, pesquisas sobre migração interna e os relatórios do Ipea).
Justificativa da alternativa E: a descentralização econômica explica diretamente a redução da atração do Sudeste — empresas mudam-se por menores custos de terra e mão de obra, benefícios fiscais (ex.: incentivo a polos regionais) e melhor conectividade logística. Isso cria empregos locais e oportunidades fora das metrópoles, desviando fluxos migratórios. Dados do IBGE e estudos do Ipea confirmam queda da migração rumo às grandes metrópoles e crescimento de urbanização em outras regiões.
Análise das incorretas:
A — incorreta: a modernização agrícola tende a reduzir mão de obra no campo (sendo fator de êxodo rural), não a reproduzir permanentemente vantagens do Sudeste; não explica por que metrópoles perdem atratividade.
B — incorreta: não houve controle estatal generalizado capaz de “inibir” crescimento metropolitano a ponto de mudar os padrões migratórios; mudança é mais econômica (mercado) que por intervenção direta.
C — incorreta: as “frentes pioneiras” relevantes instalaram‑se mais no Centro‑Oeste/Amazônia; além disso, frentes rurais não geram grande absorção urbana suficiente para justificar a queda da atração das metrópoles do Sudeste.
D — incorreta: o IBGE é órgão de estatísticas; não tem papel direto em “promover aumento de densidades” no interior — sua função é medir e analisar, não implementar migração.
Estratégia de prova: procure no enunciado indicações de causa estrutural (empresas/emprego). Descarte alternativas que atribuem o fenômeno a órgãos estatísticos ou a políticas de controle urbano sem evidência clara.
Fontes sugeridas: IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios; Censos), Ipea — relatórios sobre migração interna e descentralização industrial.
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