Ao longo da evolução da humanidade,
várias teorias são criadas para explicar fenômenos naturais, e não têm sido diferente
quando se estuda a dinâmica sociodemográfica, pois várias teorias têm procurado
explicar a relação existente entre crescimento populacional e desenvolvimento
econômico. Identifique abaixo a assertiva que se enquadra a Teoria Reformista:
Ao longo da evolução da humanidade, várias teorias são criadas para explicar fenômenos naturais, e não têm sido diferente quando se estuda a dinâmica sociodemográfica, pois várias teorias têm procurado explicar a relação existente entre crescimento populacional e desenvolvimento econômico. Identifique abaixo a assertiva que se enquadra a Teoria Reformista:
O controle da natalidade deve ser efetivada pelo Estado, no sentido de impedir o rápido crescimento demográfico e o surgimento de áreas superpovoadas com altos índices de pobreza, como os que ocorrem no nordeste brasileiro;
O estado de miséria e pobreza são responsáveis pelo crescimento da população, sendo necessárias mudanças socioeconômicas que permitam a distribuição de renda e o acesso à educação, à saúde e ao mercado de trabalho;
O acelerado crescimento demográfico trará consequências graves sobre os ecossistemas tropicais e equatoriais, sendo necessário o controle da natalidade como forma de garantir a conservação do patrimônio ambiental;
A miséria e a pobreza são consequências do crescimento da população, sendo necessárias mudanças que permitam o acesso à saúde e ao tratamento abortivo.
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C
Tema central: dynamics sociodemográfica — relações entre crescimento populacional e desenvolvimento econômico. A questão exige reconhecer a corrente teórica chamada Teoria Reformista, que interpreta causas e soluções do elevado crescimento demográfico.
Resumo teórico (claro e progressivo): A Teoria Reformista sustenta que a pobreza e o subdesenvolvimento são fatores que incentivam famílias a ter mais filhos (segurança coletiva, falta de aposentadoria, mortalidade infantil alta). Assim, a redução da fecundidade depende de melhorias socioeconômicas: distribuição de renda, acesso à educação, saúde, mercado de trabalho e políticas públicas inclusivas. Fontes de apoio: publicações do IBGE sobre transição demográfica; relatórios da CEPAL/ECLAC e UNFPA sobre vínculo entre desenvolvimento e fecundidade.
Por que a alternativa C é correta: ela afirma que a miséria e pobreza geram crescimento populacional e que são necessárias mudanças socioeconômicas (educação, saúde, mercado de trabalho, distribuição de renda) — exatamente a proposta central da Teoria Reformista: tratar as causas estruturais para reduzir a natalidade de forma sustentável.
Análise das alternativas incorretas:
A: Propõe controle estatal da natalidade como medida coercitiva para evitar superpovoados — isso aproxima-se de políticas intervencionistas/neo-malthusianas (ênfase no controle) e não da ênfase reformista em mudanças sociais e direitos.
B: Afirma que o subdesenvolvimento decorre do acelerado crescimento demográfico — inverte a relação defendida pelo reformismo; é uma visão malthusiana simplista que culpa a população pelo subdesenvolvimento.
D: Foca em impactos ambientais e no controle natal como ferramenta de conservação — trata do neo-malthusianismo ambiental, não da solução reformista baseada em justiça social e desenvolvimento.
E: Afirma que miséria e pobreza são consequências do crescimento populacional e sugere acesso ao tratamento abortivo — além de inverter a causalidade, mistura proposta controversa e não alinhada à centralidade reformista (que prioriza políticas socioeconômicas amplas).
Dica de interpretação: Procure o sentido da relação causal no enunciado: "pobreza → alta fecundidade" indica reformismo; "alta fecundidade → pobreza" indica malthusianismo. Palavras-chave: distribuição de renda, educação, saúde, mercado de trabalho.
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