Questão 4d7be375-fd
Prova:ESPM 2018
Disciplina:Geografia
Assunto:População brasileira, População

Podemos afirmar sobre dados recentes da população brasileira que:

A
a expectativa de vida da população masculina é menor que a da feminina e, em parte, isso está relacionado à violência urbana e a acidentes de trânsito.
B
o crescimento vegetativo caiu devido à diminuição da taxa de mortalidade nos últimos 40 anos.
C
o frequente aumento da taxa de mortalidade infantil verificado na última década é resultado da estagnação no serviço de saneamento básico.
D
o ligeiro aumento na base da pirâmide etária indica uma reorientação demográfica verificada nos últimos anos.
E
os planos assistencialistas adotados pelo governo brasileiro erradicaram a alta concentração de renda do país.

Gabarito comentado

J
Jair CaldeiraMonitor do Qconcursos

Alternativa correta: A

Tema central: População — indicadores demográficos como expectativa de vida, mortalidade, fecundidade e distribuição etária. Essencial para concursos: saber interpretar relações causais (ex.: por que homens vivem menos que mulheres) e distinguir tendências longas de variações pontuais.

Resumo teórico sucinto: Expectativa de vida é medida média de anos que um recém‑nascido pode esperar viver segundo taxas atuais de mortalidade (IBGE). Diferenças entre sexos decorrem de fatores biológicos e, sobretudo, comportamentais e sociais: maior exposição masculina a violência, acidentes de trânsito e riscos ocupacionais eleva a mortalidade prematura masculina (OMS; DataSUS).

Justificativa da alternativa A: Dados recentes do IBGE e do Ministério da Saúde mostram expectativa de vida masculina menor que a feminina. Isso se relaciona, em parte, ao maior número de óbitos por causas externas (homicídios, acidentes de trânsito) entre homens jovens e adultos, reduzindo a média de sobrevida masculina. Fontes: IBGE (PNAD/Estimativas de expectativa de vida), DataSUS; OMS sobre determinantes de saúde por gênero.

Análise das alternativas incorretas

B — Errada. A queda do crescimento vegetativo recente deve-se principalmente à redução da taxa de fecundidade, não à diminuição da mortalidade (que já caiu décadas antes). Crescimento vegetativo = natalidade − mortalidade; a queda atual decorre da forte queda das taxas de fecundidade.

C — Errada. A mortalidade infantil, em escala nacional, tem mostrado tendência de redução histórica (melhorias em saúde materno‑infantil e vacinação). Afirmar “frequente aumento” como regra é incorreto; eventuais pioras localizadas ou temporárias (ex.: efeitos da pandemia) não justificam a afirmação geral.

D — Errada. “Aumento na base da pirâmide” indicaria elevação da fecundidade; na verdade, a base vem afunilando em razão da queda da fecundidade. Logo, a alternativa contradiz a tendência demográfica brasileira.

E — Errada. Programas assistenciais reduziram pobreza e melhoraram rendas de famílias vulneráveis, mas não erradicaram a alta concentração de renda; a desigualdade (Gini) permanece elevada (IBGE, Ipea). A afirmação é exagerada e imprecisa.

Dica de prova: Foque em termos absolutos como “erradicaram”, “frequente aumento”, “em parte” — verifique se a afirmação combina com tendências nacionais e com causalidade plausível. Consulte fontes oficiais (IBGE, DataSUS, OMS) ao estudar.

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