Podemos afirmar sobre dados recentes da
população brasileira que:
Gabarito comentado
Alternativa correta: A
Tema central: População — indicadores demográficos como expectativa de vida, mortalidade, fecundidade e distribuição etária. Essencial para concursos: saber interpretar relações causais (ex.: por que homens vivem menos que mulheres) e distinguir tendências longas de variações pontuais.
Resumo teórico sucinto: Expectativa de vida é medida média de anos que um recém‑nascido pode esperar viver segundo taxas atuais de mortalidade (IBGE). Diferenças entre sexos decorrem de fatores biológicos e, sobretudo, comportamentais e sociais: maior exposição masculina a violência, acidentes de trânsito e riscos ocupacionais eleva a mortalidade prematura masculina (OMS; DataSUS).
Justificativa da alternativa A: Dados recentes do IBGE e do Ministério da Saúde mostram expectativa de vida masculina menor que a feminina. Isso se relaciona, em parte, ao maior número de óbitos por causas externas (homicídios, acidentes de trânsito) entre homens jovens e adultos, reduzindo a média de sobrevida masculina. Fontes: IBGE (PNAD/Estimativas de expectativa de vida), DataSUS; OMS sobre determinantes de saúde por gênero.
Análise das alternativas incorretas
B — Errada. A queda do crescimento vegetativo recente deve-se principalmente à redução da taxa de fecundidade, não à diminuição da mortalidade (que já caiu décadas antes). Crescimento vegetativo = natalidade − mortalidade; a queda atual decorre da forte queda das taxas de fecundidade.
C — Errada. A mortalidade infantil, em escala nacional, tem mostrado tendência de redução histórica (melhorias em saúde materno‑infantil e vacinação). Afirmar “frequente aumento” como regra é incorreto; eventuais pioras localizadas ou temporárias (ex.: efeitos da pandemia) não justificam a afirmação geral.
D — Errada. “Aumento na base da pirâmide” indicaria elevação da fecundidade; na verdade, a base vem afunilando em razão da queda da fecundidade. Logo, a alternativa contradiz a tendência demográfica brasileira.
E — Errada. Programas assistenciais reduziram pobreza e melhoraram rendas de famílias vulneráveis, mas não erradicaram a alta concentração de renda; a desigualdade (Gini) permanece elevada (IBGE, Ipea). A afirmação é exagerada e imprecisa.
Dica de prova: Foque em termos absolutos como “erradicaram”, “frequente aumento”, “em parte” — verifique se a afirmação combina com tendências nacionais e com causalidade plausível. Consulte fontes oficiais (IBGE, DataSUS, OMS) ao estudar.
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