Todo processo de hereditariedade depende direta ou indiretamente do material genético que cada indivíduo carrega.
Dentre as características que propiciam tamanha importância dessa molécula, destaca-se a
Os genes, como os diamantes, são eternos, mas não exatamente da mesma forma que os diamantes. Estes são cristais
de diamantes individuais, que permanecem como padrões inalterados de átomos. As moléculas de DNA não têm
esse tipo de constância. A vida física de qualquer molécula de DNA é bastante curta – talvez uma questão de meses, e
certamente não mais do que a duração de uma vida. Mas uma molécula de DNA pode, teoricamente, viver, na forma
de cópias de si própria, durante 100 milhões de anos. Além disso, tal como acontecia com os antigos replicadores do
caldo nutritivo, as cópias de um determinado gene poderão estar distribuídas por todo o mundo.
Fonte: [(DawKins, R. O gene egoísta, 1976.)]
Gabarito comentado
Resposta correta: alternativa B
Tema central: natureza química do DNA e as relações quantitativas entre suas bases nitrogenadas (regras de Chargaff). Esse conhecimento é frequente em provas de biologia para concursos porque explica por que o DNA forma a dupla-hélice e como se mantém a complementaridade entre fitas.
Resumo teórico (essencial): o DNA é um polímero de nucleotídeos com quatro bases: adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C). Nas moléculas de dupla-hélice, A pareia com T e G pareia com C por ligações de hidrogénio. As regras de Chargaff estabelecem que, em DNA de fita dupla, as porcentagens/quantidades satisfazem A = T e G = C, o que implica A+G = T+C. A igualdade entre somas ou razões entre grupos de bases é consequência direta dessas igualdades (ver: Watson & Crick; Alberts et al., Molecular Biology of the Cell).
Por que a alternativa B é correta: ela descreve exatamente relações quantitativas entre bases: (T + C) = (A + G) (mesma soma de purinas vs pirimidinas) e (A + C)/(G + T) = 1 (ou seja, as somas são iguais, razão = 1). Essas expressões derivam das igualdades A=T e G=C estabelecidas por Chargaff, que sustentam a complementaridade das fitas do DNA.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta: confunde transcrição com replicação. A transcrição produz RNA a partir de DNA; a replicação (semiconservativa) é que gera duas moléculas de DNA. Além disso, a frase sobre “manutenção durante milhões de anos” é conceitualmente ambígua; a persistência de um gene depende de cópias ao longo de gerações, não da molécula física por si só.
C — Incorreta: descreve proteínas (polímeros de aminoácidos unidos por ligações peptídicas), não o DNA, que é um polímero de nucleotídeos unidos por ligações fosfodiéster.
D — Incorreta: tradução de mRNA em proteínas pelos ribossomos produz o fenótipo (expressão gênica), não “caracteriza o genótipo”. O genótipo é o conjunto de genes; a tradução é um processo funcional.
E — Incorreta: na replicação semiconservativa cada molécula filha conserva uma fita parental; isto corresponde a 50% da informação de fita-mãe em cada dupla, não 25%.
Dica de prova: identifique termos técnicos precisos (transcrição vs replicação; nucleotídeos vs aminoácidos; semiconservativa -> 50%) para eliminar alternativas. Regras de Chargaff costumam aparecer como relações A=T e G=C ou somas A+G = T+C.
Fontes: Chargaff (décadas de 1950), Watson & Crick (1953), Alberts et al., Molecular Biology of the Cell.
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