O episódio de espionagem internacional protagonizado pelo
governo estadunidense e denunciado pelo ex-agente do serviço
secreto americano, Edward Snowden, permite que se
constatem duas situações intrínsecas à atual ordem mundial,
quais sejam:
Gabarito comentado
Resposta: Alternativa B
Tema central: o caso Edward Snowden evidencia a prática de vigilância eletrônica em escala global por serviços de inteligência (principalmente dos EUA) e revela a perda significativa de privacidade de pessoas e instituições na internet.
Resumo teórico: na Geografia Política estudam‑se relações de poder entre Estados e a infraestrutura informacional (satélites, cabos, data centers). A capacidade de monitorar fluxos de dados é um instrumento de poder geopolítico. Snowden (2013) mostrou programas como PRISM e XKeyscore (reportagens do The Guardian e Washington Post) que coletavam metadados e conteúdos, afetando direitos de privacidade garantidos em normas internacionais (Art. 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos; Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, art. 17) e constituições nacionais (ex.: art. 5º, X, da CF/88 no caso brasileiro).
Por que a alternativa B está correta: ela captura duas ideias centrais do episódio: (1) o monitoramento da circulação de informações por parte dos EUA (vigilância de tráfego e comunicação em escala global); (2) a consequente ausência de privacidade de indivíduos e instituições na rede. Ambos são efeitos documentados das revelações de Snowden.
Análise das alternativas incorretas:
A — fala em “policiamento” e em “privacidade das instituições”. Erra ao sugerir que havia proteção da privacidade; o episódio mostrou justamente o oposto.
C — atribui controle informacional a governos europeus e foca em “produção de informações”; incorreto quanto ao ator principal (foi o serviço secreto americano) e ao tipo de ação (monitoramento/espionagem, não controle de produção estatal europeu).
D — apresenta o oposto dos fatos: não houve maior liberdade de circulação nem garantia de privacidade.
E — afirma ausência de instituições reguladoras e “liberdade dos indivíduos”; na realidade existem órgãos e normas, embora insuficientes ou desafiados; e os indivíduos sofreram perda de privacidade.
Dica de prova: busque palavras‑chave no enunciado (Snowden → vigilância/NSA/PRISM). Elimine alternativas que invertam causa e consequência (por ex., que afirmem proteção quando o caso revela violação).
Fontes úteis: reportagens do The Guardian/Washington Post (2013) sobre Snowden; Relatório do Relator Especial da ONU sobre o direito à privacidade (2013); Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.
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