Questão 451f7628-fa
Prova:PUC - RJ 2017
Disciplina:Biologia
Assunto:Hereditariedade e diversidade da vida, A herança dos grupos sanguíneos

Um casal teve quatro filhos: Roberta, Felipe, Pedro e Mônica. Roberta e Pedro são do tipo sanguíneo Rh positivo. Felipe e Mônica são do tipo Rh negativo. Quais dos irmãos poderão ter filhos com eritroblastose fetal?

A
Roberta e Felipe
B
Pedro e Mônica
C
Mônica e Felipe
D
Pedro e Roberta
E
Roberta e Mônica

Gabarito comentado

R
Robson FriasMonitor do Qconcursos

Resposta correta: B - Pedro e Mônica

Tema central: eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém‑nascido) relacionada ao sistema Rh. Relevância: importante em genética médica e obstetrícia, pois envolve incompatibilidade Rh entre mãe e feto que pode levar a anemia fetal grave.

Resumo teórico (claro e progressivo): - Antígeno Rh (D) é herdado dominância simples: D (positivo) é dominante sobre d (negativo). - Pessoa Rh– é dd (homozigoto recessivo). Pessoa Rh+ pode ser DD ou Dd. - Eritroblastose fetal ocorre quando a mãe é Rh– (dd) e é sensibilizada por antígenos D vindos de um feto Rh+ (D?); a mãe produz anticorpos anti‑D que atacam eritrócitos do feto em gestação subsequente. - Consequentemente, para que haja risco: mãe Rh– + pai Rh+ → possível feto Rh+ → risco de eritroblastose.

Raciocínio aplicado à questão: Como houve filhos Rh– (Felipe e Mônica), ambos os pais precisam ser heterozigotos Dd (para gerar dd). Assim: - Roberta (Rh+) = pode ser DD ou Dd (não sabemos). - Pedro (Rh+) = pode ser DD ou Dd. - Felipe (Rh–) = dd. - Mônica (Rh–) = dd. Quem pode ter filhos com eritroblastose? - Uma mulher com risco é uma Rh– (a mãe precisa ser Rh–). Entre as irmãs, apenas Mônica é Rh–, logo ela pode ter gestação de risco se casar com um homem Rh+. - Um homem Rh+ pode gerar filhos (com parceira Rh–) que resultem em eritroblastose. Entre os irmãos Rh+, Pedro é homem Rh+ e, se sua parceira for Rh–, pode gerar fetos Rh+ que causem doença na mãe. Portanto, os irmãos que podem ter filhos com eritroblastose fetal são Pedro (como pai, se a mãe for Rh–) e Mônica (como mãe, se o pai for Rh+).

Análise das alternativas incorretas: - A (Roberta e Felipe): Roberta é mulher Rh+ → não terá eritroblastose como mãe; Felipe é homem Rh– → não pode provocar eritroblastose na mãe parceira (não gera antígeno D). - C (Mônica e Felipe): Felipe (homem Rh–) não pode causar eritroblastose; Mônica sim. - D (Pedro e Roberta): Roberta (mulher Rh+) não corre risco como mãe; portanto a dupla é incorreta. - E (Roberta e Mônica): Roberta não pode ser mãe sensibilizada (é Rh+), então incorreta.

Estratégia prática para questões assim: 1) Identifique o fenótipo Rh e o sexo dos indivíduos. 2) Lembre: mãe sensível = sempre Rh–; pai que transmite risco = Rh+. 3) Use lógica de herança só para deduzir genótipos quando necessário (presença de filhos Rh– indica que ambos os pais carregam o alelo d).

Fontes: Robbins & Cotran – Patologia Estrutural e Funcional (cap. sobre doenças hemolíticas do RN); Diretrizes obstétricas sobre prevenção da doença hemolítica perinatal (WHO/Protocolos obstétricos).

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