A cor do pelo de cachorros da raça Labrador é
determinada pela interação gênica entre dois
pares de alelos com epistasia recessiva. O
alelo B determina cor preta, enquanto o bb, cor
marrom. O gene e, quando em homozigose,
impede a manifestação da cor, ficando o
cachorro com pelagem caramelo. As cores
preta ou marrom somente aparecem se o
animal possuir o alelo E. Um labrador macho
de cor marrom foi cruzado com uma fêmea
caramelo, e tiveram filhotes de cor caramelo e
preta. Os prováveis genótipos do macho e da
fêmea são respectivamente
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C (bbEe – BBee).
Tema central: interação gênica com epistasia recessiva — um gene (e) em homozigose recessiva (ee) mascara a expressão do outro locus (B/b). Entender dominância, epistasia e montar cruzamentos (Quadro de Punnett) é essencial.
Resumo teórico (curto): B (dominante) → pelo preto; bb → marrom. O alelo e em homozigose (ee) impede a manifestação das cores B/b, resultando em pelagem caramelo. Para aparecer preto ou marrom é necessário ter pelo menos um E (E_). Fonte: conceitos clássicos de genética mendeliana e epistasia (ex.: Campbell & Reece, Biologia).
Justificativa da alternativa C:
• Macho bbEe → fenótipo marrom (bb) porque tem E (presente) que permite expressão do B-locus; é heterozigoto em E, gera gametas bE e be.
• Fêmea BBee → fenótipo caramelo (ee mascara B); gera apenas gametas Be.
Cruzamento: bbEe × BBee → todos os descendentes serão Bb (B herdado da mãe, b do pai). Quanto ao locus E: metade serão Ee (recebem E do pai) → BbEe = preto; metade serão ee → Bbee = caramelo. Resultado observado (filhotes caramelo e preto) explicado e compatível com os genótipos dados.
Análise das alternativas incorretas (resumo):
A: Bbee – BbEe. O macho Bbee seria caramelo (ee), mas o enunciado diz que o macho é marrom; logo incompatível.
B: BbEe – bbEE. O macho BbEe seria preto, não marrom; incompatível.
D: bbee – BBEE. Macho bbee seria caramelo (não marrom) e a fêmea BBEE seria preta (mas a fêmea é caramelo) — errada.
E: BBEe – bbee. Macho BBEe seria preto (não marrom); fêmea bbee é caramelo, mas macho diverge do enunciado.
Dica de interpretação: identifique primeiro os fenótipos e as relações de dominância/epistasia; determine genótipos obrigatórios (por ex. caramelo = ee) e verifique que o pai pode fornecer alelos necessários (pense nos gametas). Use tabelas simples (2×2) para conferir razões fenotípicas.
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