Os mecanismos de isolamento reprodutivo que operam antes do acasalamento são chamados de barreiras
reprodutivas pré-zigóticas. Essas barreiras são importantes, pois evitam que indivíduos de espécies diferentes
se cruzem e se reproduzam. Constituem barreiras reprodutivas pré-zigóticas, EXCETO:
Gabarito comentado
Resposta correta: Alternativa C
Tema central: isolamento reprodutivo e sua relação com a especiação. Entender a diferença entre barreiras pré-zigóticas (antes da formação do zigoto) e pós-zigóticas (depois da formação do zigoto) é essencial para responder corretamente.
Resumo teórico claro: Barreiras pré-zigóticas impedem o encontro ou a fertilização dos gametas. Exemplos clássicos: isolamento espacial/habitat, isolamento temporal, isolamento comportamental, isolamento mecânico e isolamento gamético. Barreiras pós-zigóticas atuam após a fertilização e incluem viabilidade reduzida do híbrido, infertilidade do híbrido e quebra da aptidão dos híbridos ao longo das gerações (ex.: mulo).
Justificativa da alternativa correta (C): “Viabilidade reduzida do híbrido” refere-se a uma situação em que a prole resultante do cruzamento entre espécies tem dificuldade de sobreviver — isto ocorre após a formação do zigoto e é, portanto, uma barreira pós-zigótica. Como a pergunta pede a exceção entre barreiras pré-zigóticas, essa opção é a correta.
Análise das alternativas incorretas:
A — Isolamento espacial: é pré-zigótico; espécies ocupam micro-habitats diferentes e não se encontram para acasalar.
B — Sincronismo no período fértil (temporal): também pré-zigótico; diferenças no período de reprodução evitam cruzamentos.
D — Adaptações anatômicas (mecânico): pré-zigótico; incompatibilidades morfológicas impedem a cópula ou transferência eficaz de gametas.
Dica de interpretação de enunciado: Foque nas palavras-chave — “pré-zigóticas” = antes do zigoto. Se a alternativa fala de problemas na prole (viabilidade, infertilidade), trata-se de pós-zigótica e, portanto, é a exceção. Em provas, esse contraste pré vs pós é uma pegadinha comum.
Fontes recomendadas: Mayr (1963) Speciation; Futuyma (Evolution); Reece et al., Campbell Biology — capítulos sobre especiação e isolamento reprodutivo.
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