Desde 2003, soldados americanos que
sobreviveram a graves ferimentos no Iraque
tiveram que enfrentar um inimigo ainda mais
mortal quando retornaram aos Estados Unidos.
Debilitados por cirurgias e entupidos de
antibióticos, se tornaram presas fáceis para
bactérias que atacam justamente pessoas com
problemas graves de saúde. No caso americano,
a responsável foi a Acinetobacter baumannii, que
contaminou 700 soldados entre 2003 e 2007.
Agora é a vez de o Brasil enfrentar um surto de
KPC, superbactéria que matou uma pessoa no
Paraná e 18 no Distrito Federal, e infectou outras
22 em mais quatro estados. (KPC não é...., 2010).
Muitos casos de infecção hospitalar diagnosticados nos
hospitais brasileiros, nos últimos meses do ano de 2010, foram
relacionados à superbactéria Klebsiella pneumoniae (KPC).
Com relação à resistência a antibióticos observada nas
superbactérias, normalmente isoladas em Unidades de
Terapia Intensiva de hospitais, pode-se afirmar que
Gabarito comentado
Alternativa correta: D
Tema central: resistência a antibióticos em hospitais — como mutações e troca de genes aumentam a capacidade adaptativa de bactérias (ex.: Klebsiella pneumoniae com KPC).
Resumo teórico: A resistência surge por seleção natural: mutações pontuais e mecanismos de transferência horizontal (plasmídeos, transposões) permitem que genes de resistência se espalhem. O uso intenso de antibióticos seleciona cepas resistentes; algumas enzimas (carbapenemases, como KPC) inativam antimicrobianos potentes. Fontes: WHO — Antimicrobial resistance; CDC — Carbapenem-resistant Enterobacteriaceae (CRE); ANVISA orientações sobre resistência.
Por que D está certa: a ocorrência de mutações pode conferir vantagens adaptativas (resistência a antibióticos, melhor sobrevivência em ambientes hospitalares). Mutações aliadas à transferência horizontal elevam o potencial adaptativo de bactérias como Klebsiella, explicando surtos de “superbactérias”.
Análise das incorretas:
A — usa termos imprecisos (“alterações metabólicas e comportamentais em grupos de células procarióticas”): resistência não é comportamento coletivo, é seleção de variantes/genética.
B — ANVISA regula qualidade e uso racional, mas não porque antibióticos “estimulem replicação bacteriana” (antibióticos não estimulam replicação).
C — K. pneumoniae é frequentemente oportunista; severidade depende do estado imunológico e condições clínicas, não causa generalização igualmente em todos os indivíduos.
E — embora biofilmes possam incluir fungos e bactérias, a resistência bacteriana típica resulta de mecanismos genéticos, não de uma associação fúngica generalizada que “torna-as resistentes”.
Estratégia para provas: busque termos-chave (“mutações”, “potencial adaptativo”, “carbapenemase”, “oportunista”); elimine alternativas com afirmações biologicamente imprecisas ou com linguagem vaga/metafórica.
Referências rápidas: CDC — Antimicrobial Resistance; WHO — AMR; ANVISA.
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